NNOTICIA

INFORMAÇÃO E CULTURA

MERCADO DE TRABALHO – PARTE 1

Data: 11/07/08

OFERTA E DEMANDA

Por: Natália Alves

Após escolher a profissão a seguir e entrar na faculdade qual é o próximo passo? Conseguir o primeiro estágio ou emprego, claro. Mas será que há oferta suficiente para cobrir a grande demanda de novos universitários e recém-formados que surgem a cada ano?

Basicamente, o mercado de trabalho é uma interação entre oferta e demanda de emprego. Com o desenvolvimento da indústria, seguido pelo da tecnologia, as formas de trabalho e de comunicação mudaram drasticamente. Atualmente, não basta ter um diploma e ser especializado em uma determinada atividade para conseguir um emprego. Com a mudança nas relações de trabalho surgiu a competitividade que pode ser vista como a base do sistema capitalista. E para competir em um mundo globalizado não basta ser “um” é necessário ser “vários” ao mesmo tempo.

Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, de maio de 2008, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de trabalhadores com carteira assinada, no setor privado, em maio de 2008 aumentou 9,5% comparado com maio do ano passado e as áreas de atuação que contribuíram para este aumento foram: Construção (7,3%); Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (6,1%); Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira e Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social (5,9%); Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (4,5%) e Outros Serviços (3,9%).

Mas apesar deste aumento de 9,5% não se pode esquecer que o Brasil ainda é um país em desenvolvimento que mantém uma grande disparidade de classes sociais, muitas favelas, pobreza, ensino básico fraco, entre outros fatores que contribuem para o crescimento do desemprego e a busca por alternativas como, o emprego sem carteira assinada.

Visão Universitária

Voltando ao cenário universitário e a busca pelo primeiro estágio ou emprego uma pergunta fica em questão: O que um jovem que acabou de entrar na universidade pode fazer para competir com uma pessoa que tem uma vasta experiência no currículo? Alguns universitários forneceram suas opiniões sobre o mercado de trabalho para o blog NNoticia e suas palavras ajudaram a encontrar a resposta para esta pergunta.

Seguem os depoimentos:

Nome: Viviane Ianhaki

Idade: 21

Ocupação: estudante de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Observações: Viviane está cursando o sexto período, não está estagiando e nunca estagiou. Já trabalhou em loja de shopping em final de ano.

Viviane Ianhaki:

Sobre o mercado de trabalho: “O mercado de trabalho para matemática é muito ruim. Só tem estágio em colégios ou monitorias (quase de graça) e quando tem.”

Sobre oportunidades de primeiro estágio ou emprego: “Oportunidades até tem, mas nada que valha a pena. Estágios que não são remunerados.”

Nome: Carlos Espírito Santo

Idade: 22

Ocupação: estudante de Publicidade e Propaganda da Universidade

Candido Mendes-RJ.

Observações: Carlos está cursando o sexto período e está estagiando em sua área de atuação.

Carlos Espírito Santo:

Sobre o mercado de trabalho: “O mercado de trabalho, de certa forma,

encontra-se saturado, mas ainda há oportunidades. A busca por estágios de diversas formas como, em sites, grupos e agências de estágio, é super válida.”

Sobre oportunidades de primeiro estágio ou emprego: “O importante é

sempre está antenado no mercado e aproveitar as oportunidades de

atividades extra-curriculares, oferecidas pela faculdade, como forma de adquirir experiência prévia.”

Nome: Guilherme Vinicius Roberto

Idade: 23

Ocupação: estudante de Jornalismo da PUC-Rio.

Observações: Guilherme está cursando o sétimo período e está estagiando, mas não em sua área de atuação. É o seu primeiro estágio.

Guilherme Vinicius Roberto:

Sobre o mercado de trabalho: “O mercado nesta área está muito restrito ao Q.I. (quem indica), excluindo automaticamente aqueles que poderiam ser revelações nas variadas vertentes do jornalismo. Mas creio que o sol brilha para todos, é só querermos nos mostrar para ele, que ele irá brindar-nos com os seus raios maravilhosos.”

Sobre oportunidades de primeiro estágio ou emprego: “Oportunidades

existem, o fato é que elas, normalmente, exigem muito daqueles que ainda não podem cumprir tais exigências. O que acaba com o sonho da maioria de querer continuar a cultivar este ou aquele sonho em qualquer área que seja.”

Nome: Raquel Torres

Idade: 21

Ocupação: estudante de Arquivologia da Universidade Federal Fluminense.

Observações: Raquel está cursando o sexto período e está estagiando em sua área de atuação.

Raquel Torres:

Sobre o mercado de trabalho: “O mercado de trabalho para o curso de Arquivologia tem cada vez aumentado mais, inclusive em concursos públicos. Acredito que as empresas estão começando a dar mais valor para sua própria história. Além disso, as empresas estão vendo a importância que é poder comprovar em papel os pagamentos de aposentadoria de seus funcionários, por exemplo. Tanto a busca pela história e o passado quanto o receio de pagar multas por falta de comprovações têm sido fatores importantíssimos para a Ciência da Informação ter crescido no ramo empresarial cada vez mais.”

Sobre oportunidades de primeiro estágio ou emprego: “Dou total credibilidade a isso. Eu sou um exemplo disso. No meu primeiro período de faculdade, com um mês de aula, consegui meu estágio. Quanto ao trabalho, acredito cada vez mais nisso de acordo com as oportunidades que vejo crescer no mercado de trabalho.”

Devido à troca de página para categoria os comentários da página Brasil/Mundo foram apagados junto com a página, mas os copiei e colei aqui:

1 - Gostei do novo estilo de matéria, bem interessante mesmo. Percebe-se que as dificuldades reclamadas pela maioria não permeiam a vida de todos.. uns tem bastantes dificuldades, no entanto há alguns que conseguem se encontrar no mercado de trabalho com notória facilidade.

Parabéns!!! o/

ashiteru ka o_ó

Comentário de fernando

2 - Adorei, nat. Espero que isso possa disseminar um pouco sobre meu curso, já que ele não é tão conhecido aqui no Brasil.
Muito bom! beijos!

Comentário de Raquel

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | BRASIL/MUNDO | , , , , , | Sem comentários ainda

VESTIBULAR – ÚLTIMA PARTE

Data: 30/04/08

ENTREVISTA (CONTINUAÇÃO)

Por: Natália Alves

Perguntas sobre os vestibulandos e dicas:

Nnoticia: A leitura se faz presente na vida dos jovens ou ainda é vista com certo preconceito entre eles?

Sônia Griffo: Não diria que existe preconceito. O que existe é a falta do hábito da leitura. Mas para que este hábito existisse seria necessária a estimulação, ou seja, seria necessário que o hábito começasse muito cedo. Tanto na escola como em casa. Mas existem vários fatores que impossibilitam tal fato. Alguns deles seriam o preço dos livros infanto-juvenis. São caros e sabemos que pesaria no orçamento das famílias. Outro, não existem bibliotecas e, conseqüentemente, o hábito de ser freqüentada por jovens (nem mesmo as das escolas). Outro ponto importante: os professores não lêem (com exceções, é claro) e, por isso, não transmitem a importância do ato da leitura para os alunos. Quando falo de professores, estou falando de professores de todas as disciplinas e não só Língua Portuguesa ou Literatura.

Nnoticia: É comum ouvir comentários sobre as redações nos vestibulares por haver erros exorbitantes de gramática, concordância, entre outros. Estes erros são conhecidos como as “pérolas do vestibular”. A redação é onde o estudante encontra mais dificuldade? O que fazer para melhorar a escrita?

Sônia Griffo: Faço ressalvas às tais “pérolas do vestibular”. Existem muitas que, decididamente, não existem. Foram inventadas mesmo. Quem trabalha com correção de redações em vestibulares sabe disso. Os erros são bem diferentes. Os alunos têm dificuldade de fazer redação porque não fazem muitas redações ao longo da sua vida escolar. Acho até que a redação no vestibular virou mito. Mas para que isso mude, há de se mudar, também, o currículo do ensino fundamental, dando maior ênfase à Língua Portuguesa. Para melhorar escrita? Estudar muita Língua Portuguesa e muita leitura. Mas, mais uma vez, o professor também precisa fazer a mesma coisa.

Nnoticia: A literatura brasileira é muito rica em qualidade e autores. Mas não seria importante os jovens, também, terem acesso, nas escolas, à literatura de outros países? Ou isto poderia ruminar a apreciação da cultura da brasileira?

Sônia Griffo: Acho que os alunos devem conhecer literaturas de outros países sim. Isto só traria enriquecimento. Porém, como nos currículos só existem referências à clássicos da literatura brasileira, quase todos os professores preferem trabalhar com o que está programado. Literatura é literatura, seja brasileira ou estrangeira. Todas trazem conhecimento. E, isto sim, é importante.

Nnoticia: Quais são os principais erros que sempre se repetem nas provas de português?

Sônia Griffo: Os erros começam nas classes de alfabetização e, quando não são corrigidos, permanecem para sempre. Os mais evidentes são os erros de concordância verbal e nominal.

Nnoticia: O que é preciso para passar no vestibular?

Sônia Griffo: Não existe uma receita para passar no vestibular, pelo menos para mim. O que pode ajudar, sem dúvida, é uma boa formação ao longo de toda a vida escolar do aluno. Não existem fórmulas mágicas. Para cursar boas universidades, os alunos têm que

estudar muito, se dedicar e levar a sério o seu objetivo. Tanto antes de entrar, como ao longo da graduação é preciso se conscientizar de que se não houver disciplina e dedicação tudo fica mais difícil.

Segue uma lista de algumas Universidades, particulares e públicas, do Rio de Janeiro e São Paulo, que aderiram ao Enem:

Rio de Janeiro: Centro Universitário Fluminense; Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA); Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO); Universidade Candido Mendes (UCAM); Universidade Estácio de Sá; Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).

São Paulo: Centro Universitário Adventista de São Paulo; Faculdade Prudente de Moraes; Faculdade de Tecnologia de Ourinhos (FATEC); Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP); Universidade de São Paulo (USP).

“Existem questões importantes ligadas ao currículo escolar que precisam ser discutidas o mais rápido possível para que haja uma grande mudança no sistema educacional brasileiro que dê chance a todos de terem uma boa educação.” (Sônia Griffo)

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | BRASIL/MUNDO | , , , , | Sem comentários ainda

VESTIBULAR – PARTE 1

Data: 23/04/08

DISCUTINDO O VESTIBULAR

Por: Natália Alves

O ingresso à faculdade é uma verdadeira maratona para os estudantes. Para muitos o vestibular é um “bicho de sete cabeças”. Mas existem diversas maneiras e oportunidades para se preparar para o vestibular como, o Enem, cursos preparatórios, aulas particulares, entre outros.

Este ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) faz dez anos de existência. O objetivo deste exame é avaliar o conhecimento dos estudantes que almejam seu ingresso ao Ensino Superior através do vestibular. Mas algumas Universidades estão aceitando a avaliação do Enem como substituição do vestibular. Já outras usam a nota do Enem como uma ajuda adicional para o estudante e outras que oferecem bolsas de acordo com a nota que o estudante obteve no exame.

Segundo matéria do Correio do Estado, desde 1998 já foram avaliados, pelo Enem, 18.114. 251 estudantes, com o ensino básico concluído, entre escolas públicas e particulares. O Programa Universidade Para Todos (Prouni) foi um dos aliados para o crescimento do Enem. O Prouni visa disponibilizar bolsas, parciais ou integrais, aos estudantes de escolas públicas ou que estudaram em escolas particulares com bolsa integral, para o ingresso à faculdades particulares. A nota no Enem é levada em consideração como critério de seleção do Prouni e isto aumentou a popularidade do Enem.

Mas será que os estudantes estão entrando preparados nas faculdades? O Enem e o Prouni são avaliações satisfatórias? O ensino básico do país está realmente formando alunos capazes? Através de uma entrevista, realizada por e-mail, Sônia Griffo e Fernanda Pantoja responderam estas e várias outras questões que permeiam o vestibular. Antes da entrevista conheçam as duas professoras:

Sônia Griffo: professora de língua portuguesa, literatura e redação. Exerce a profissão há 23 anos. Já trabalhou durante 18 anos em cursos de pré-vestibular. Atualmente trabalha na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e leciona aulas em cursinhos como professora convidada.

Fernanda Pantoja: professora de Física. Exerce a profissão há sete anos. Atualmente é docente efetiva do colégio Pedro II e Colégio Estadual Dom Helder Câmara e professora contratada da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio.

Perguntas sobre Enem, Prouni, Cotas e Vestibular:

Nnoticia: Tanto o Enem quanto o Prouni possiblitam o ingresso de estudantes às Universidades particulares e públicas. Estes dois processos poderiam substituir o vestibular?

Sônia Griffo: Creio que ainda há muito que se estudar sobre novas possibilidades de substituição do vestibular. Existem, sim, novas possibilidades, mas que sejam iguais para todos. Algumas universidades já usam o Enem como critério de admissão e parece que os resultados têm sido ótimos.

Nnoticia: No seu ponto de vista, o Enem é um exame satisfatório para avaliar o conhecimento dos estudantes de ensino médio?

Fernanda Pantoja: Na minha opinião o Enem não avalia bem os alunos. Como sou professora de Física eu me preocupo em verificar
primariamente o conteúdo relacionado à esta disciplina
e percebo que pouco é cobrado do aluno.

Nnoticia: Como vem sendo o desempenho dos estudantes, no Enem, durante estes dez anos de existência deste processo seletivo?

Sônia Griffo: Existe uma preocupação muito grande tanto dos professores, como dos alunos, em relação às provas do Enem. Dependendo da instituição escolar, o que se vê no Enem é uma preparação para as provas do vestibular.

Nnoticia: O Prouni e as cotas universitárias são soluções para a educação do país?

Fernanda Pantoja: Não são soluções, porque se o aluno não consegue uma vaga em uma universidade pública através do exame vestibular significa que não está bem preparado e pode ter sérias dificuldades em se manter no curso universitário, já que este exige um grande preparo do aluno e grande dedicação. Algumas competências devem ser trabalhadas até o ensino médio e não serão na faculdade. O caminho deve ser o de melhorar as condições do ensino público fundamental para que ele possa concorrer a essas vagas, porém isso é um processo longo e complexo.

Nnoticia: Gostaria de saber a sua opinião sobre as cotas universitárias para índios, negros e estudantes de escolas públicas?

Sônia Griffo: As cotas  têm papel fundamental para a democratização do ensino universitário. Porém ainda apresentam falhas que deveriam ser sanadas o mais rápido possível para que o ingresso dos alunos seja satisfatório tanto para instituição como para os próprios alunos.

Nnoticia: O vestibular é o melhor caminho para o ingresso nas Universidades?

Fernanda Pantoja: Não é o melhor caminho, mas no momento tem se mostrado o mais eficaz.

Nnoticia: O ensino médio, tanto de escolas públicas e particulares, prepara os estudantes para o vestibular? Se não, o que é preciso mudar?

Sônia Griffo: O Ensino Médio faz parte do processo ensino-aprendizagem por que passam os alunos (aqueles conseguem alcançá-lo). Porém, por experiência, somente o ensino médio não preparará o aluno. É preciso que haja uma preocupação que se inicia no primeiro segmento do ensino fundamental, para que ao chegar ao ensino médio, alunos (e professores) possam acrescentar conhecimento e, com isso, reforçar o processo de aprendizagem em relação ao vestibular. Uma boa prepararação para o vestibular demanda não só boa qualidade no ensino médio, mas, também, no ensino nos primeiros segmentos do ensino fundamental.

Nnoticia: Você acredita que os estudantes estão entrando preparados, culturalmente e com uma base sólida de conhecimento, nas Universidades? Se não, qual seria o motivo para o despreparo?

Fernanda Pantoja: Não estão. O problema é muito mais complexo do que parece. O aprendizado envolve não somente a estrutura escolar e dedicação dos profissionais da educação, mas também do empenho pessoal do aluno, da estrutura familiar, ou seja, da sociedade como um todo.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | BRASIL/MUNDO | , , , | Sem comentários ainda

ESTADO LAICO?

Data: 23/05/07

Por Natália Alves

Foi na Europa que a Idade Média deu seus primeiros passos a partir do século V e se dividiu em duas fases, a Alta Idade Média e a Baixa Idade Média, que durou até o século XV. O feudalismo e a supremacia da Igreja Católica marcam a trajetória da Idade Média. No século XVI começaram a surgir reformas religiosas a partir do enfraquecimento da Igreja, o que contribuiu mais ainda para diminuir o seu poder. O estado laico passou a fazer parte do cenário brasileiro com o advento da República e até os dias de hoje a separação entre o Estado e a Igreja gera discórdias.

Na época do feudalismo, Idade Média, a Igreja exercia grande influência na vida das pessoas. Obtinha o poder da produção cultural e científica, pois apenas os eclesiásticos sabiam ler e escrever. O movimento que teve início nos fins do século XI até meados do século XIII (Cruzadas) também deixou evidente a influência que a Igreja Católica tinha. Este movimento tinha como objetivo através da peregrinação à Terra Santa, combater os hereges deixando os lugares por onde passavam livres dos pecados destes. Mas também significou tanto para a Igreja quanto para alguns nobres a possibilidade de conquistar territórios e, conseqüentemente, ampliar o poder. As peregrinações não tiveram sucesso, pois a maioria dos peregrinos não chegou a Terra Santa, mas extinguiram um grande número de “hereges”. A Igreja Católica passou a ser questionada através de reformas religiosas, entre elas, a Reforma Protestante (que teve início no século XVI), movimento iniciado por Martinho Lutero que gerou uma grande discordância entre os membros da Igreja.

Depois de passar pela linha histórica do poder da Igreja o mundo presencia, atualmente, o estado laico. O estado laico permite a liberdade religiosa e proíbe que os Estados, Distrito Federal e os Municípios subvencionem cultos religiosos ou igrejas. Porém, apesar de existir diversas religiões e variadas formas de ser fiel a Deus o catolicismo está presente na vida das pessoas e também na política. É difícil conhecer alguém que não foi batizado, é comum existir políticos que são pastores e os feriados católicos são legitimados pelas leis. Então paira uma dúvida: O Brasil é, em sua totalidade, um estado laico?

O PODER CATÓLICO NO BRASIL

Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) entre 2000 e 2003 o número de católicos no Brasil estabilizou em 73,79%, o que deixa claro que a religião católica tem grande presença no país. Mas outra religião vem crescendo no cenário brasileiro, a evangélica, que segundo esta mesma pesquisa o número de seus seguidores há quatro anos era de 17,9% e o número de pastores é superior 3,7 vezes o de padres.

A religião evangélica tem seu espaço tanto no Brasil quanto no mundo inteiro, principalmente, com os seus programas de televisão que propagam os ensinamentos da religião para os diversos cantos do mundo em várias línguas. Aqui no Brasil o poder da Igreja Evangélica é tão real que um de seus líderes detém um canal de televisão aberta.

Mas o Brasil, assim como o mundo, não se limita a religião católica e nem a evangélica, pois existe uma grande diversidade no que diz respeito a religião e graças ao estado laico esta variedade é preservada. Liberdade religiosa é sinal de democracia e respeito à religiosidade de cada pessoa sem que ocorra o risco de existirem “hereges” e a proibição de subvenção, em favor de grupos religiosos e a igreja, é sinal de respeito ao que é público.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | BRASIL/MUNDO | , , , , | 1 Comentário

O MODO DE VIDA NOS CENTROS URBANOS

Data: 02/05/07

Por: Natália Alves

Os centros urbanos englobam uma grande variedade de pessoas com seus estilos e culturas variadas. A população nas cidades urbanas vem crescendo ao longo dos anos através do desenvolvimento da industrialização e a crescente oferta e demanda de empregos nestes grandes centros. A diversidade do modo de vida urbano é incomensurável, pois dentro de uma cidade pode-se encontrar diversas manifestações culturais como, por exemplo, a dança, a música e a crença e também uma grande variedade de etnias.

O movimento de transição dos centros rurais para os urbanos é um processo antigo que até hoje vem ocorrendo. As conseqüências deste êxodo rural podem ser observadas na crescente população periférica, na mistura de culturas e etnias, no crescimento geométrico da demanda e aritmético da oferta de empregos e conseqüentemente o aumento do trabalho informal. Outros aspectos relevantes são a carência na educação, no transporte e na saúde.

No Brasil há grandes centros urbanos que enfrentam todas estas questões e um deles é a cidade de São Paulo que segundo o site Ueba é quarta cidade mais populosa do mundo. Tanto São Paulo quanto as outras cidades urbanas do Brasil enfrentam a pobreza. De acordo com o Banco Mundial o número de pessoas que viviam na pobreza, em 2001, no mundo é de 1,10 bilhão. A população periférica cresce não apenas no Brasil, mas em outros países ao redor do mundo e as cidades estão cada vez mais ficando sem estrutura física e qualitativa para abrigar tantas pessoas, gerando problemas como, por exemplo, falta de saneamento básico e moradias precárias.

Outro aspecto que está incluso no modo de vida urbano é a poluição. A cidade de São Paulo é uma das cidades que mais poluem no Brasil com seu parque industrial. A poluição além de agravar o buraco da camada de ozônio também dificulta a convivência nos centros urbanos, pois gera doenças como, por exemplo, bronquites e disenteria. Mas apesar de todos estes percalços a vida nas grandes cidades tem suas compensações, pois as pessoas têm a possibilidade de ter contato com diversas culturas, diversos estilos de vida, têm muitas opções de lazer como, por exemplo, boates e teatros e a cada lugar por onde se passa há milhares de pessoas e vidas para conhecer.

CONSUMISMO E SOLIDÃO NA VIDA URBANA

Os jovens, principalmente os que moram nos centros urbanos, estão vivendo em uma época onde o consumismo está em alta, a banalização da cultura cresce cada vez mais e a tecnologia ocupa quase toda a vida de um adolescente, de classe média, com os horários de estudo, de trabalho, de jogar videogame e de sair com os amigos. Tudo é cronometrado, a vida está muito controlada pelo relógio. Isto ocorre porque a globalização gerou a cultura do efêmero, tudo deve ser consumido agora, no presente, e utilizado até outro produto chamar mais a atenção e apagar o “brilho” do outro fazendo com que a pessoa consuma mais e mais em busca de realizar seus desejos que mudam constantemente.

Muitas vezes os moradores das cidades urbanas como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, têm a impressão de que não “habitam” a cidade onde moram, ou seja, não participam da vida social da cidade, não conhecem os lugares de lazer, pois estão sempre correndo contra o tempo. Esta falta de tempo e a necessidade de consumir cada vez mais diminuem as relações sociais entre as pessoas o que gera a sensação de solidão. Às vezes é difícil compreender o fato de existir a solidão em cidades onde vivem milhares de pessoas, mas Carlos Drummond de Andrade entendia muito bem este “fenômeno” quando escreveu os seguintes versos: “… estou cercado de olhos, de mãos, afetos, procuras. Mas se tento comunicar-me o que há é apenas noite e uma espantosa solidão (A Bruxa)“.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | BRASIL/MUNDO | , , , , , , , | 3 Comentários

EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Data: 30/07/08

Por: Natália Alves

“Fale sobre sua experiência profissional”, esta é a frase que muitos universitários temem ouvir. Quando se entra em uma faculdade logo começa a procura por estágio que, além de ser a prática do que é aprendido em sala de aula, é um começo para entrar no mercado de trabalho, ou seja, é quando o jovem vai atrás da “bendita” experiência.

Mas se as chances para conseguir o primeiro estágio são mínimas, como adquirir experiência? Sim, são mínimas sim e não é difícil comprovar. Ao procurar vagas de estágio em jornais e sites especializados são raras as que não pedem experiência na área. O que está errado? Será que as faculdades não estão preparando seus alunos para o mercado de trabalho ou as empresas não estão dispostas a ensinar? Ambos.

Algumas faculdades priorizam a prática outras a teoria, mas o que falta é proporcionar subsídios extras aos alunos como, palestras, seminários, cursos e, principalmente, oportunidades para estágio dentro da faculdade. É claro que há tudo isto nas universidades, mas ainda é preciso aprimorar. Os alunos precisam participar ativamente dos processos educativos como, promover feiras de projetos realizados em sala de aula ou ter acesso aos mecanismos que ajudam adquirir experiência profissional como, os laboratórios de informática, de rádio, entre outros.

Mas não basta a pessoa estudar, tirar boas notas e fazer diversos cursos de especialização se as empresas não compreendem que estágio não é sinônimo de exploração e não é somente trabalho, ou seja, é aprendizado + trabalho. Infelizmente está cada vez mais comum um funcionário exercer a função de diversas áreas que não condiz com o seu estudo. Para exemplificar segue um clássico exemplo: um estudante de jornalismo se candidata a uma vaga que pede por “estudantes de jornalismo” e ao chegar na entrevista lhe perguntam se sabe lidar com ferramentas de design e diagramação e se tem criatividade para atividades de publicidade, então ele se pergunta “a vaga não era para jornalismo?”. Isto ocorre, e muito, porque é entendido que um estudante de comunicação social é um “comunicador’ e então pode exercer diversas funções. Mas o problema é que este estudante é obrigado a escolher, durante seu curso na faculdade, entre jornalismo e publicidade para se especializar e por mais que se forme nas duas profissões o jornalismo é melhor trabalhado do que a publicidade nas faculdades de comunicação social.

Portanto, falta conscientização e um pouco de boa vontade dos empregadores em entender que estágio é para ensinar e não exigir que a pessoa já tenha vasta experiência na área e as faculdades precisam atualizar-se com relação ao mercado de trabalho e suas exigências, além de prestar mais atenção às necessidades de seus alunos seja elas públicas ou privadas.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | OPINIÃO | , , , | Sem comentários ainda

EXCESSOS

Data: 08/05/08

Por: Natália Alves

O contato com diversas culturas enriquece o conhecimento humano, mas quando uma cultura sobrepõe uma outra ocorre o empobrecimento cultural. Os estrangeirismos são uma invasão cultural, que tanto enriquece quanto empobrece a cultura brasileira.

É aceitável o uso de determinadas palavras e expressões, em língua estrangeira, fazendo parte do dia-a-dia dos brasileiros por não terem palavras adequadas no português para substituí-las. Alguns exemplos são: marketing, abajur, mouse, CD, DVD, entre outras. Estas palavras já estão tão enraizadas na cultura brasileira que as pessoas falam naturalmente e, às vezes, até esquecem que não fazem parte da língua portuguesa.

Mas o que causa o empobrecimento cultural de uma nação é o uso supérfluo de palavras estrangeiras como, por exemplo, lojas com o nome em Inglês, o cachorro quente que vira “hot dog” e entrega em domicílio que vira “delivery”. Além disso, existe a transformação total de uma cultura para a outra como o caso do bairro carioca, Barra da Tijuca, que tem um “shopping” com o nome em Inglês e com a estátua da liberdade na entrada do estabelecimento. Pode-se considerar isto uma valorização excessiva de uma cultura estrangeira em detrimento da cultura brasileira.

Portanto, os estrangeirismos são úteis para enriquecer o vocabulário e, conseqüentemente, a cultura. Mas os excessos são extremamente prejudiciais e inaceitáveis.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | OPINIÃO | , , , | Sem comentários ainda

OS DIFERENTES

Data: 24/04/08

Por: Natália Alves

O país da multiplicidade, aquele que agrega diversas nacionalidades e etnias, pode ser preconceituoso? Esta dúvida chega ao fim ao sentir “na pele” o peso de palavras ofensivas ou, até mesmo, a violência física.

É na escola que se observa as primeiras manifestações preconceituosas. Um apelido ofensivo, uma brincadeira de mau gosto e casos extremos como, briga corporal. São diversos os motivos: cor da pele, estatura fora do padrão estético, homossexualismo, entre outros. Por que o ser humano não consegue assimilar o que é diferente de si? A aparência já se tornou tão vital para o convívio na sociedade que algumas pessoas não conseguem aceitar o que estiver em desacordo com o ambiente.

O preconceito mais ignorante é o racial. Julgar pela cor da pela é o mesmo que ignorar a ciência e a natureza. Seja branco ou negro são, antes de tudo, seres humanos nascidos em um mesmo local, Terra, e com as mesmas capacidades físicas e intelectuais à disposição para serem aperfeiçoadas. Se uma pessoa não é digna de ser respeitada por ser gorda, magra, feia, branca ou negra, então ninguém merece respeito, pois todos têm defeitos perante aos olhos de outros.

Portanto, há sim preconceito no Brasil e no mundo. Mas não basta apenas reconhecer sua existência, pois enquanto alguns pensam sobre o que fazer a respeito, outros estão agredindo e humilhando. É necessário que se tomem atitudes começando pela educação. Enquanto professores e diretores de escolas continuarem achando que humilhação é brincadeira de criança o preconceito só irá aumentar.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | OPINIÃO | , , , , , | Sem comentários ainda

O DIREITO À VIDA

Data: 14/04/08

Por: Natália Alves

Quem mata um ser humano deve morrer? Quem decide esta questão, Deus, o povo ou a justiça? Julgar uma pessoa é fácil, mas será que o ser humano é capaz de julgar a si próprio? A educação é a melhor “arma” contra os assassinos.

A pena de morte nada mais é do que punir o infrator da mesma forma que ele puniu sua vítima. Todo ser humano tem o diretio à vida, resguardado pela constituição. Então, não cabe ao assassino punir sua vítima com a morte e nem à justiça punir o assassino com a morte. Se todos resolverem punir da forma que achar melhor, referente a seu julgamento moral, ético e social, a conivência em sociedade cairia em desequilíbrio.

Em países, como os Estados Unidos, a pena de morte é legalizada, mas mesmo assim continuam ocorrendo crimes hediondos. A pena de morte ao invés de suscitar o medo incentiva o sentimento de vingança a qualqur custo. E falando em Brasil, este tipo de pena seria imposta apenas para pessoas de classe social baixa, como acontece atualmente na justiça brasileira, onde quem pode pagar um advogado nem preso fica.

Portanto, repetindo: A educação é a melhor “arma” contra os assassinos. Uma população precisa ter uma base educacional e cultural para conquistar seus objetivos e ter consciência social. Se o Brail desse uma educação decente para o seu povo a pena de morte nem estaria em discussão.

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CIDADÃO

Data: 22/02/08

Por: Natália Alves

A sociedade é constituída de deveres e direitos. Todo indivíduo que vive em um meio social precisa respeitar as regras para que haja harmonia na convivência. Mas cumprir regras sem opinar e sem participar ativamente se torna uma submissão.

É difícil imaginar uma sociedade totalmente livre, ou seja, sem leis. Se com elas o mundo já está de cabeça para baixo imagine como seria sem elas. As regras são essenciais e devem ser respeitadas, mas apenas cumprir leis sem saber o seu propósito ou fazer apenas por ser uma obrigação elimina a idéia de participação como cidadão.

O meio social não precisa de pessoas submissas e sim de pessoas que estão cientes do que fazem e que tenham objetivos para alcançar. O homem consciente e participativo se torna ativo e motivado a progredir. O indivíduo que participa da vida pública de forma responsável se torna um cidadão que deixa de ser apenas “um” entre milhares de pessoas e passa a ter um papel importante na sociedade.

Portanto, o mundo precisa de cidadãos. As ações conscientes levam o progresso para a sociedade e a submissão do indivíduo não acrescenta nada para a vida pública e nem para sua vida privada. Mas se não houver uma base sólida de educação para a população a sociedade irá persistir neste mundo mesquinho que todos já conhecem muito bem.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | OPINIÃO | , , , , | Sem comentários ainda