Por: Natália Alves
Uma jovem caminha todos os dias no calçadão de Copacabana. Os raios de Sol encantam seus olhos, o som que o mar emite lhe transmite paz e conforto e sempre que ela volta para casa o mundo real retorna. O que acontece com esta jovem?
Todos os dias um jovem vai ao cinema sozinho. Ele escolhe o filme pelo nome, às vezes pela sinopse, e o cinema é geralmente o mais próximo de sua casa. Assiste os filmes, alguns lhe transmitem alegria e outros o faz pensar sobre a vida, e ao chegar em casa o mundo real retorna. O que acontece com este jovem?
Luana senta em frente a seu computador e conversa com algumas pessoas, visita alguns sites, mas está sempre em busca de algo que não sabe o que é. Lucas está sempre em busca de empregos esporádicos, se mantêm ocupado em todos os seus dias entre um trabalho e a sessão de cinema, mas sempre está sozinho em suas caminhadas. O que acontece com estes jovens?
Em certa noite os dois se encontram em um local e, por alguns instantes, deixam de estar sozinhos e param de pensar em suas vidas. A conversa flui e cada um se sente em paz com a presença do outro, mas ao amanhecer cada uma retorna às suas rotinas. O que acontece com estes jovens?
Luana fica trancada em seu quarto tentando entender o motivo de se sentir tão triste e de ser tão solitária. Tenta se aproximar das pessoas, mas sempre tem medo de se magoar. Acredita que quanto mais próximo estiver das pessoas mais chances tem de se ferir, mas enquanto estiver sozinha a ferida continuará aberta e crescendo. O que acontece com esta jovem?
Lucas em sua incessante jornada, durante todos os dias da semana, nem consegue parar para pensar sobre a vida, mas percebe que algo não está bem. A solidão que incomoda Luana também incomoda Lucas, mas ele prefere não pensar a respeito e fingir que está tudo bem. O que acontece com este jovem?
Lucas decide ligar para Luana e marcam um encontro no calçadão de Copacabana. Luana lhe conta que este é seu passeio matinal e diário e Lucas lhe confessa que deseja beijá-la. Seus lábios se tocam e suas vidas se unem para sempre, mesmo que eles não estejam próximos. Mas Lucas sabe que irá partir, pois é sempre o que faz quando encontra alguém e Luana sabe que irá se magoar. Então, os dois preferem continuar em suas vidas solitárias fugindo da mágoa, mas se mantendo nela. O que acontece com estes jovens?
Maio 11, 2009 -
Publicado por
Natália Alves |
CONTOS |
conto, informação e cultura, mágoa, solidão, tristeza |
4 Comentários
Às vezes, pode ser bem simples retratar e realidade, mas tão difícil norte-la.. um mundo globlizado cada vez menor ainda sim cada vez mais distante.
A distância é uma abstração humana, pois sempre depende de um referencial, O Mundo on – line é uma realidade, pois elimina o conceito dogmatizado da distância. Eu particularmente nunca estou distante ou próximo, vez que sou o referencial de mim mesmo, penso que a maior dor do mundo sentimental é deixar um pedaço de si para ser administrado pelo outro. Penso que sou suficentemente egoista, pois, nunca vejo em minguém a plenitude do meu “eu” Eu graças a Deus sou o herói de mim mesmo, sou o todo, nunca a parte, sou o ator principal e único da minha história de minha propria existência. Os outros são a parte, eu com certeza sou o centro de mim mesmo.
Ser diferente talvez seja a única forma de quebrar as masmorras sociais e partir para um mundo mais justo onde os outros possam quem sabe ? ser o todo a totalidade enquanto isto não acontece eu sou o todo de mim
Luiz Domingos de Luna
http://www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com
Penso que a vida é para quem se atreve!
A esperança tem de vencer o medo, sempre!
O que acontece é que as pessoas preferem ficar na superficialidade por medo de viver, por tentar prever um futuro… Assim, a vida passa e com ela a oportunidade de ser feliz.
Esse é um retrato da realidade, infelizmente. Solidão a dois, a sós, e alienação de si próprio por a rotina engolir o homem. Coitado dele, nem tempo de pensar em si tem hoje. Quiça nos outros.
Esse conto dá o que falar, hein?!
Falaria por horas, senão fosse o tão corrido tempo! :D
Penso que o medo é uma arma poderosa para a sobrevivência da espécie humana, nós, muitas vezes temos medo de nós mesmos e isto é muito engrandecedor, pois a cada pisada do ser humano um interrogação, um salto na vida um salto na dúvida um salto no vazio um salto na dor…. A sociedade está ficando muito mesquinha, o grande inimigo do homem tem sido o próprio homem. Não dá para viver bem no meio do pânico social, O Homem em sociedade virou um monstro, como domesticar este monstro, como dar civilidade, como dar paz?
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