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SOLIDÃO E IDEALIZAÇÃO

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Resenha do filme A Mulher Invisível – comédia romântica – Claudio Torres

Por: Natália Alves


mulher-invisivel_flyer-webMarina (Maria Luisa Mendonça) mora junto com Pedro (Selton Mello), mas logo no início do filme ela desmancha o noivado por justamente ele ser o namorado perfeito. Estranho, não acham? Mas Pedro é tão perfeito que não consegue enxergar a realidade e vive em seu próprio mundo, o que faz com que Marina se envolva com outro homem e decida ir embora de vez.

A vizinha de Pedro já não tem a “sorte” que Marina teve em achar o parceiro perfeito, pois seu marido é um homem estúpido, sem educação e que presta mais atenção a televisão do que a ela. Então, Vitória (Maria Manoella) passa longas horas do seu dia escutando a vida de seu vizinho através da parede da cozinha e sonhando com o homem perfeito.

Pedro é romântico e via em Marina a mulher de seus sonhos, com quem ele iria casar e passar o resto de seus dias. Mas quando ela o deixa, a realidade o pega de jeito e ele se isola do mundo. Durante três meses Pedro fica trancado em seu apartamento lamentando a sua solidão e é neste momento que Amanda (Luana Piovani) bate à porta de seu apartamento pedindo uma xícara de açúcar.

Amanda é vizinha de Pedro e a mulher ideal. Ela é linda, uma dedicada dona-de-casa, uma namorada cuidadosa e gosta de futebol, mas seu único defeito é ser a mulher invisível. Amanda é uma criação de Pedro que começa a amar uma mulher que não existe.

O seu melhor amigo, Carlos (Vladimir Brichta), tenta conhecer a mulher que seu amigo tanto fala e que deseja se casar. Mas ela não aparece no encontro que os dois combinaram e não tem celular e nem Pedro conhece outra forma de contato com ela, o que deixa Carlos preocupado. Em uma “night” Carlos vê Pedro dançando no meio da pista sozinho, mas até aí não tem nada demais, o problema é que Pedro está abraçando e beijando o ar.

“A Mulher Invisível” conseguiu fazer o público dar boas risadas, em diversas cenas, na sua pré-estréia, ou seja, cumpre muito bem o papel de filme de comédia. Mas além de fazer rir, esta história também passa sua mensagem a respeito da solidão e nos faz pensar sobre o assunto.

Pedro era um homem tão bitolado que vivia em seu próprio mundo com suas idealizações. Ele mal conseguia enxergar sua esposa, que morava com ele, e nem percebeu que ela o traia. Após ser deixado por ela, a solidão foi tão forte que mais uma vez ele se fechou em seu mundo e criou uma fantasia para que ele pudesse ser feliz, mas nada era real. Então, pergunto a vocês leitores: Mesmo sendo uma fantasia, ele estava feliz, então a felicidade era real? Vale a pena viver uma idealização?

Maio 28, 2009 - Publicado por Natália Alves | RESENHAS - filmes | , , , , , , | Sem comentários ainda

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