COMUNICAR-SE É A CHAVE PARA O DESENVOLVIMENTO
Data: 14/02/08
Por: Natália Alves
Comunicar é uma ação de extrema importância que vêm sido desenvolvida durante séculos e séculos. Sem a comunicação não haveria desenvolvimentos culturais, tecnológicos e sociais. É também necessário que haja alguém que possa transmitir essa comunicação a uma massa, ou seja, o comunicador.
As pessoas têm necessidade de se comunicarem e esta comunicação pode ser feita de um modo cultural. Por exemplo, através da música, dos livros, dos filmes, da pintura, da dança, da religião, da moda e do teatro.
O desenvolvimento tecnológico deve muito a comunicação, pois se não houvesse como estudiosos ou cientistas compartilharem seus conhecimentos e suas descobertas este desenvolvimento ficaria restrito a uma minoria impossibilitando sua propagação e a criação de novas tecnologias como, por exemplo, a informática.
Se não existirem possibilidades das pessoas se comunicarem não poderá haver um entendimento entre elas podendo gerar conflitos. A base de uma boa relação entre os seres humanos é a compreensão e se não houver comunicação não há compreensão. E mesmo hoje em dia, que há diversas formas de comunicação entre as pessoas e um maior alcance à informação pela população, existem muitos conflitos e até mesmo guerras centralizadas. Imagine se não houvesse nenhuma forma de se comunicar, o mundo estaria perdido.
Como já foi citado no início do texto, o comunicador é essencial para a comunicação, pois ele propaga informações de diferentes gêneros em grande escala, através da rádio, ou da televisão, ou da Internet e têm um compromisso com a verdade. Um bom comunicador procura sempre antes de difundir uma notícia ter certeza de sua exatidão, pois o compromisso pela veracidade dos fatos é o que deve sempre prevalecer.
Portanto, é essencial para um país ter uma imprensa livre de censuras e comunicadores conscientes de suas responsabilidades para com a população. Seria ótimo se os comunicadores de todos os países pudessem trabalhar em perfeitas condições físicas e psicológicas em busca da verdade e ética. E que o sensacionalismo e a concorrência não destruam a principal ferramenta humana, a comunicação.
TELESPECTADOR = INVÓLUCRO SEM CONTEÚDO?
Data: 2006
Por: Natália Alves
A televisão é o meio de comunicação mais acessível e mais utilizado, mas apesar desta responsabilidade de passar informação a milhares de pessoas a mídia está cada vez mais banalizando os assuntos vigentes na sociedade (cultura, política, social, economia e sexo). O telespectador precisa ter seu próprio código para assimilar, interpretar e guardar para si o que realmente tem conteúdo relevante, mas a grande massa é pacifica quanto à interpretação.
De acordo com os estudiosos apocalípticos a televisão é um grande invólucro sem conteúdo e o receptor (telespectador) não consegue interpretar as mensagens. A partir desta premissa, pode-se argumentar sobre a cultura de cada pessoa. O telespectador irá interpretar uma mensagem se tiver conhecimento tácito suficiente para refutá-la ou redimensioná-la de acordo com seu conhecimento (cultura). O que atrapalha a interpretação é que a maioria das pessoas tem como conhecimento tácito apenas o que a televisão transmite e não tem o costume da leitura, isto não é um exemplo de um telespectador consciente.
Obviamente que há as exceções, não é todo telespectador que não consegue interpretar uma mensagem. Mas, atualmente, a televisão está se moldando para atender os telespectadores passivos, fazendo com que fique cada vez mais difícil ter conteúdo para analisar. O telespectador, muitas vezes, precisa “fugir” da cultura predominante na sociedade para poder evoluir como pessoa e como um conhecedor da atualidade. Como diz o cantor Marilyn Manson, as pessoas estão se tornando “modelos” sem nenhum conteúdo. Será que o ser humano se tornou o invólucro sem conteúdo dos apocalípticos?
Portanto, o “verdadeiro” telespectador precisa ser ativo, ter seu próprio conhecimento com fundamentos, principalmente, na leitura para não se tornar uma pessoa que não progrida culturalmente.
Devido à troca de página para categoria os comentários da página Artigos foram apagados junto com a página, mas os copiei e colei aqui:
1 – Ótimo artigo sobre o telespectador brasileiro Natália, gostei 8]
Na minha opinião o ser humano não se tornou um invólucro sem conteúdo, ele sempre foi!
mas claro q não todos.. sempre há exceções, ainda bem! pq são essas “exceções” que fazem a diferença no mundo, tanto pro bem.. quanto pro mal, ai vai dah interpretação de cada (hÁhá) claro q a falta de estudo/cultura/leitura ajuda e muito o brasil a ter uma grande massa popular burra e incapaz de interpretação, fácil de manipular (que na verdade é essa a idéia).. mas axo q isso não é de agora e nem exclusividade nossa, sempre houve.. ainda bem q hoje em dia existe a internet… e ai sim, num futuro não muito distante.. qnd a internet tomar o lugar da TV no 1º lugar no meio de telecomunicação do povão, talvez essa coisa mude.. ou não, vai saber! hahahah
Beijooo Nat!
Comentário de Doug V. Murdoch
SOB FOGO CERRADO
Resenha do filme Sob Fogo Cerrado – (ficção – drama) – Roger Spottiswoode
Data: 28/04/08
É Possível Ser Imparcial?
Por: Natália Alves
Sob Fogo Cerrado (1983) é um filme que retrata a ética no jornalismo e todas as dificuldades encontradas em uma cobertura de guerra como, por exemplo, o risco de vida, as dificuldades de se manter neutro diante de tantas tragédias e a luta entre os interesses pessoais e profissionais.
Russel Price é o personagem principal, representado por Nick Nolte. Price é um fotógrafo que, junto com mais dois jornalistas, Claire Stryder (Joana Cassidy) e Alex Grazire (Gene Hackman), foi cobrir um conflito armado em Nicarágua entre somozistas e sandinistas.
O principal questionamento que envolve o filme é a ética pessoal e profissional do fotógrafo Russel Price, que acaba englobando outra questão que é a ética no jornalismo. É possível ser imparcial?
A cena mais importante do filme, e mais polêmica, é quando a ética profissional de Russel Price e de sua colega de trabalho, Claire Stryde, é colocada a prova. Ao chegarem ao quartel dos sandinistas, para fazer uma entrevista com o líder revolucionário, os dois descobrem que ele estava morto. Um dos comandantes rebeldes fez uma proposta de ser tirada uma foto que mostrasse o contrário, ou seja, que o líder estava vivo. Esta proposta foi levada a sério por Claire Stryde que em uma conversa com seu colega de trabalho, Price, o convenceu a forjar a foto.
Russel Price estava em dúvida sobre como deveria agir, mas Stryde tinha a convicção do que deveria ser feito. Ao dizer para Price que ele poderia ganhar um prêmio pela foto ele respondeu que já tinha muitos, mas quando ela retrucou dizendo “…mas você nunca ganhou uma guerra” ele deu-se por vencido e tirou a foto forjada. No dia seguinte a foto foi publicada pelo mundo e causosu grandes impactos. Os revolucionários, ao pensar que seu líder não estava morto, lutaram com mais vigor e coragem a favor de sua causa e conseguiram vencer. Já a Casa Branca que não tinha certeza sobre ajudar, com fornecimento de armas o ditador somozista, decidiu ficar neutra, pois não se podia ter a certeza da vitória do ditador.
Foi posto em cheque a ética pessoal e profissional de Russel Price e por influência de Stryde ele não foi imparcial indo contra a ética jornalista. Neste caso, fica uma dúvida se ele realmente forjou a foto para defender os sandinistas, defendendo sua ética pessoal, ou seja, o que ele acreditava ser o certo para o bem do povo de Nicarágua ou se foi uma questão de ego, pois ele seria um dos responsáveis pela vitória dos sandinistas, assim como disse Stryde, ele ia ganhar a guerra.
O filme mostra que o jornalismo tem o poder de influenciar as pessoas. A foto forjada deu ânimo aos revolucionários e ajudou a Casa Branca tomar uma decisão. Então se entende que apenas uma foto pode mudar rumos a serem tomados e que, desta forma, o jornalismo acaba ditando os caminhos a serem seguidos. Justamente pelo fato do jornalismo ter este poder de mudar decisões é que a ética profissional deve ser a base de qualquer trabalho jornalístico, seja uma foto ou uma matéria.
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