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A DOENÇA DE ALZHEIMER

Por: Natália Alves

Segundo dados do site AlzheimerInfo, a doença de Alzheimer representa 40 a 70% dos casos de demência. Apesar da medicina não ter descoberto uma causa especifica para a doença, alguns fatores de risco são identificados e com isso pode-se evitar o aparecimento da enfermidade no futuro.

A doença de Alzheimer causa a atrofia do cérebro, ou seja, a morte dos neurônios responsáveis pela memória. Quando os sintomas começam a aparecer a doença já está ativa durante um tempo. Apesar de não se ter conhecimento de um motivo específico, existem os fatores de risco como, por exemplo, o pouco uso do cérebro, o envelhecimento, a depressão, as doenças cardiovasculares, entre outros.

Não há como tratar a doença, apenas retardar o seu avanço e cuidar do enfermo para que ele possa ter uma vida tranqüila e um bom ambiente familiar. Recentemente, foi lançado no mercado o adesivo Excelon Patch, uma nova alternativa aos remédios já usados pela medicina. Com o adesivo a medicação vai diretamente para a corrente sanguínea evitando certos transtornos que os compridos podem causar ao estômago, mas libera a mesma substância usada nos medicamentos tradicionais.

A doença de Alzheimer se divide em três fases: a primeira pode durar de um a três anos e alguns dos sintomas são, perda de memória recente, depressão e desorientação espacial; a segunda fase pode durar de dois a dez anos e alguns dos sintomas são, mudanças de personalidade, amnésia acentuada e alteração de linguagem (afasia); a terceira fase pode durar de oito a doze anos e alguns dos sintomas são, demência grave, incontinência urinária e fecal, impossibilidade de se alimentar sozinho, agressividade e fala sem nexo ou mutismo.

Segundo matéria, do dia 16/04/08, da revista Istoé, um teste, anunciado por cientistas, poderá identificar o surgimento da doença, assim como de outras. NuroPro é o nome do teste que recolhe amostra de sangue do paciente com o objetivo de identificar 59 proteínas, que de acordo com o nível de concentração, podem identificar o surgimento de doenças como o Alzheimer, o Mal de Parkinson (atinge a coordenação motora) e Esclerose Lateral Amiotrófica (degeneração de neurônios que controlam os músculos).

O doutor Paulo Canineu cedeu uma entrevista ao blog NNoticia sobre a doença de Alzheimer. Ele é médico Geriatra e Gerontólogo, doutor em gerontologia pela UNICAMP, professor de pós-graduação em Gerontologia da PUC – SP e diretor clínico do Hiléia – Vivência para a Maturidade.

Segue a entrevista:

NNoticia: Ainda não foi descoberto o que causa o doença de Alzheimer. Mas tem como prevenir? Há fatores de risco que podem propiciar o surgimento da doença no futuro?

Dr. Paulo: As demências ocorrem nas populações de qualquer país. O Alzheimer é a mais comum. Devem ter componentes genéticos, que a pessoa já nasce com a predisposição, mas devem existir fatores externos também. Alguns fatores de risco são: o baixo nível de utilização cerebral, doença cardiocirculatória ou cardiovascular, tabagismo, sedentarismo, a depressão, envelhecimento, entre outros.

NNoticia: O adesivo Excelon Path funciona da mesma forma que os medicamentos já usados normalmente?

Dr. Paulo: É uma nova forma farmacêutica, que permite que a medicação entre diretamente na circulação sanguínea e poupa o estômago.

NNoticia: O que acontece com o cérebro de uma pessoa que tem a doença?

Dr. Paulo: Ocorre uma alteração. Há a morte de neurônios da região hipocampo, responsável pela memória. A primeira manifestação é a perda da memória recente.

NNoticia: Os familiares de uma pessoa que tenha a doença devem estimular a memória ou não?

Dr. Paulo: Não, de jeito nenhum. A doença é tratada de forma farmacológica e também não farmacológica. É necessário cuidar do ambiente onde vive o paciente. Os familiares devem ser educados a respeito da doença e como conduzir o paciente.

NNoticia: A doença de Alzheimer pode gerar depressão?

Dr. Paulo: Pode causar ansiedade e depressão.

NNoticia: Há tratamento para esta doença?

Dr. Paulo: A medicina conta de tratamentos farmacológicos que podem desacelerar a deficiência.

NNoticia: É possível a pessoa que possui a doença viver de forma independente?

Dr. Paulo: Na fase leve o individuo tem um insight. Mas a funcionalidade dele está prejudicada, então é prudente, desde a fase leve, ter uma ajuda.

Contato: canineu@splicenet.com.br

Outubro 13, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , , , , , , | 1 Comentário

DEPRESSÃO – ÚLTIMA PARTE

Data: 31/08/08

DEPRESSÃO É DOENÇA

Por: Natália Alves

Como dito anteriormente, a depressão pode se manifestar por variados motivos. Pode ser uma doença química, quando a pessoa tem os sintomas sem nenhum motivo, ou seja, sente tristeza, nervoso, mau humor, entre outros sintomas, mesmo estando em uma fase boa da vida.

A doença também pode ser uma conseqüência de um quadro genético, ou seja, histórico familiar ou uma conseqüência de uma situação dolorosa que a pessoa esteja vivenciando como, por exemplo, uma doença ou uma separação.

Para esclarecer um pouco mais sobre a doença, o médico Daniel Segenreich respondeu algumas perguntas para o blog NNoticia. O doutor é formado em Medicina pela Faculdade de Medicina da UFRJ, residência pelo IPUB/UFRJ, título de especialista pela ABP, mestre em Psiquiatria pela UFRJ e exerce a profissão há sete anos.

Segue a entrevista:

NNoticia: Depressão é doença?

Dr. Daniel: Sim. Depressão é uma doença reconhecida pela organização mundial de saúde

NNoticia: Existem tipos diferentes de depressão ou seria mais correto dizer que existem motivos diversos?

Dr. Daniel: Existem tipos diferentes sim. A causa não define estes tipos e sim a qualidade dos sintomas e sua gravidade.

NNoticia: Quais são os sintomas mais comuns?

Dr. Daniel: Os sintomas mais comuns são: humor triste, apatia, desânimo, insônia ao final da noite, perda de apetite, desatenção, falta de memória, entre outros.

NNoticia: A depressão é uma doença genética?

Dr. Daniel: A depressão possui em sua etiologia um componente genético sim. Porém, a genética não é sozinha a causa para depressão. Equivale dizer que história familiar de depressão aumenta o risco de se ter depressão.

NNoticia: Pessoas depressivas tendem a cometer suicídio?

Dr. Daniel: Comparando pessoas com depressão de pessoas sem qualquer quadro clínico psiquiátrico, os deprimidos tendem a tentar suicídio mais freqüentemente. Porém, portadores de transtorno bipolar têm risco mais aumentado e até esquizofrênicos tentam o suicídio. Ou seja, não é exclusivamente associado à depressão.

NNoticia: Como é feito o tratamento?

Dr. Daniel: O tratamento é feito combinando medicação antidepressiva, psicoterapia adequada, suporte familiar, exercícios de respiração e relaxamento, exercícios físicos e melhora de hábitos comportamentais e alimentares.

Forma de contato com o doutor Daniel Segenreich: danielsegen@gmail.com

Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , , , , , , | Sem comentários ainda

DEPRESSÃO – PARTE 2

Data: 24/08/08

COMO TRATAR?

Por: Natália Alves

Medicamentos antidepressivos, acompanhamento psiquiátrico e psicoterapêutico e mudanças no modo de vida, são exemplos de como tratar a depressão. Esta doença pode prolongar-se por anos ou não, dependendo de cada pessoa, do ambiente familiar, e de diversos outros fatores.

Os motivos da depressão são os mais diversos, entre eles, estresse, morte de familiar ou pessoa próxima, disposição genética, alterações neuroquímicas, depressão pós-parto, doenças como, câncer, entre outros. O tratamento depende do ambiente social, familiar e as questões pessoais de cada um. O fato de um medicamento e um determinado tratamento ter dado certo para uma pessoa não quer dizer que dará certo com outra.

Quem acredita que pode ter a doença é aconselhável procurar um médico, que pode ser um psicólogo, psicoterapeuta ou psiquiatra. Há algumas pessoas que procuram outras formas de tratamento como, a utilização de medicamentos naturais ou preferem não fazer uso de remédios e a prática de terapias como, por exemplo, o yoga. O importante é se informar sobre as formas de tratamento, não se automedicar e entender que qualquer tratamento depende da vontade do paciente, ou seja, de si mesmo.

Vanessa de Souza Santos, recepcionista (21 anos), teve depressão na adolescência e, através de uma entrevista, contou como foi sua experiência e como conseguiu superar a depressão.

Segue a entrevista:

NNoticia: Por quanto tempo você teve depressão?

Vanessa Santos: Além de ter um histórico na minha infância, que facilitou o quadro, tive por volta dos 13 aos 16 anos. Entre altos e baixos foram três anos.

NNoticia: Como você percebeu que não estava bem? Foi você quem percebeu ou os familiares?

Vanessa Santos: Desde os 11 anos eu tenho acompanhamento com psicólogo. Só tinha consciência quando não estava em crise.

Meu caso só não foi pior, pois eu tinha um especialista que me acompanhava já há algum tempo.

NNoticia: Como a depressão se manifestou em você? Ou seja, quais foram os sintomas? E como isso atrapalhou sua vida?

Vanessa Santos: Depois que esse período passou procurei saber um pouco mais sobre esse mal que afeta tantas pessoas nos dias atuais. Percebi que alguns sintomas, em comum, eu também tive. A vontade de ficar só, de não fazer nada e de não estar entre as pessoas. Não acreditava que estava doente, mas que de fato era o que estava vivendo naquele momento. Me relacionava mais por obrigação do que por vontade. Os próprios sintomas afetaram diretamente minha vida pessoal e social. Acreditava que ficando só o problema iria embora.

NNoticia: Você conseguia achar um motivo para estar agindo desta forma?

Vanessa Santos: Não no momento. Mas ao longo das crises, sabia que muito do que estava sentindo era pelo que tinha vivido na minha infância.

NNoticia: Durante suas crises o que ocorria? Muitas mudanças de

humor?

Vanessa Santos: Constantemente. Acordava de bom humor. Porém, normalmente, estava triste e não de mau humor. Esboços de sorrisos eu dava, mas não estava bem.

NNoticia: Você citou que teve acompanhamento com psicólogo desde os 11 anos. Como foi esse tratamento? Chegou a mudar de especialista ou não? Tomou remédio?

Vanessa Santos: Tenho acompanhamento com psicólogo desde 11 anos, com homeopata desde os 14 e dos 15 aos 18 fui várias vezes a neurologistas. Nunca tomei remédios.

NNoticia: Hoje em dia, você pode dizer que não tem mais depressão?

Vanessa Santos: Sim, posso, Continuo com o tratamento com o psicólogo. Aprendi a conviver com a minha vida do jeito que ela é. Às vezes tenho uns períodos de mais baixo-astral, mas nada que me impeça de viver. Tenho um histórico genético de depressão. Por isso, tenho hábitos para não ter “recaídas”. Procuro encontrar amigos, eventualmente, ver paisagens naturais, sentir as pessoas, sem contar que achei um sentido para minha vida. Os problemas que tive me magoaram muito. Acredito, hoje, que a depressão foi uma forma de me proteger. Tinha medo de que tudo que vivi voltasse a acontecer. Não confiava nas pessoas, com exceção da minha família de casa.

NNoticia: O que você poderia dizer para as pessoas que tem depressão e não sabem o que fazer para melhorar?

Vanessa Santos: Procurem interagir com outras pessoas, com o mundo. O problema está nesse mundo. Não adianta fazer um mundo a parte, pois o problema vai continuar aqui. Foi o que conclui no final da minha experiência.

Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , | Sem comentários ainda

DEPRESSÃO – PARTE 1

Data: 14/08/08

DESÂNIMO PARA VIVER

Por: Natália Alves

Falta de interesse pela vida, desânimo constante e uma tristeza profunda, estes são uns dos sintomas da depressão. Muitas pessoas acreditam que depressão é apenas uma tristeza passageira ou mesmo uma bobeira, mas com a evolução da medicina já se sabe que depressão não é brincadeira, deve ser tratada e pode ocorrer em crianças, adultos e idosos.

A depressão, atualmente, já é tratada como doença e pode acarretar tanto problemas físicos quanto psicológicos. Segundo o site ABC da Saúde, as mulheres têm tendência duas vezes maior que os homens em obter a doença. Basicamente, depressão é uma doença que afeta o estado de humor devido o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do humor.

Pode causar vários transtornos à vida da pessoa e não existe um único sintoma ou motivo. Os motivos podem ser variados dependo da vida de cada um. Os sintomas podem variar entre psicológicos como, por exemplo, perda de energia; falta de concentração; mudanças no apetite e no sono; pessimismo; tristeza; ou físicos como, por exemplo, impotência sexual, tendência a infecções viróticas ou bacterianas e se a pessoa antes de ter depressão já obtém alguma doença pode haver o agravamento desta.

Uma forma de entender melhor a depressão e suas conseqüências é saber o que uma pessoa depressiva sente e como a doença lhe afeta no convívio social. Lu  (a entrevistada não quis ser identificada), 28 anos, estudante de Letras, tem depressão e contou sua experiência de vida com a doença ao blog Nnoticia.

Segue a entrevista:

NNoticia: Você considera depressão uma doença?

Lu: Apesar de ser considerada uma doença pela maioria dos psicólogos, psiquiatras e psicoterapeutas, eu considero a depressão como um estado de humor relacionado a uma tristeza muito profunda, que não tem, necessariamente, uma razão de ser. E tratá-la com remédios é uma forma de amenizar os sintomas, trazendo outros efeitos colaterais que considero piores que a própria depressão.

NNoticia: Como você chegou a conclusão de que tem depressão?

Lu: Através do diagnóstico de alguns psiquiatras e psicoterapeutas. Não há um consenso quanto à depressão somente, pois ela é alternada com episódios curtos de mania, o que me classificaria como bipolar, hipomaníaca ou psicótica maníaco-depressiva.

NNoticia: Chegou a fazer tratamento? Se sim, ainda faz? Como foi, ou é, o seu tratamento?

Lu: Cheguei a fazer tratamento com terapia e medicamentos por dois anos. A terapia foi, até certo ponto, muito positiva. Quanto aos medicamentos, não me adaptei a nenhum deles. Como o meu quadro de depressão é alternado com episódios de mania, era necessário alternar antidepressivos com ansiolíticos. Cada um deles causou um efeito colateral distinto. Por isso, hoje não faço mais tratamentos tradicionais. Faço yoga, meditação e shiatsu, eventualmente.

NNoticia: Quais foram os primeiros sintomas que chamaram sua

atenção?

Lu: Desde muito pequena sentia tristezas profundas e na adolescência comecei com episódios de cutting.

NNoticia: O que é “episódios de cutting”?

Lu: Cutting é uma forma de automutilação com objetos cortantes, em momentos de crise extrema.

NNoticia: Já tentou entender o por que você tem depressão? Há um motivo ou seria uma somatização de problemas?

Lu: Acredito que a depressão não seja causada por um único fator, mas também não acredito que seja possível “colocar a culpa” em problemas e traumas de infância, por exemplo. Cada pessoa tem experiências de vida distintas e todas passam por traumas, choques ou pequenos sofrimentos que juntos podem acarretar mudanças no humor e no comportamento em longo prazo. Mas não acredito que seja possível detectar, em cada pessoa, os motivos para isso. Também não acredito que seja somente um desequilíbrio químico, como alguns crêem.

NNoticia: Como você lida com a depressão no seu dia-a-dia? Chega a atrapalhar sua vida pessoal e profissional?

Lu: A depressão já me atrapalhou muito, em muitos aspectos. Hoje considero que aprendi a conviver com ela e usá-la a meu favor. É nos momentos de maior depressão que minha criatividade fica mais aguçada.


NNoticia: O que você diria para as pessoas que passam pelo mesmo problema que o seu?

Lu: Cada pessoa deve buscar, antes de mais nada, conhecimento sobre o assunto, sempre filtrando as informações, pois há muito mito sobre a depressão. E buscar o tratamento que achar adequado.


Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , | Sem comentários ainda