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INFORMAÇÃO E CULTURA

MEU PASSADO

Estava frio quando te vi

Você me olhou

De um modo inesquecível

Minha vida mudou

A partir do seu olhar

Nunca fui a mesma

Estou presa ao passado

E ligada ao futuro,

Meu destino é duvidoso.


O seu Sol é minha energia

Nossas ações estão presas

Dentro dos nossos medos

Sua pobreza enriquece minha alma

Que desesperada pede um sentimento.


Quero ser compreendida,

Mas não o entendo.

Meus mistérios são revelados a cada segundo

Os seus são congelados

Com a frieza do seu corpo

Que me entristece.


Não procurarei mais o seu olhar

Não sentirei mais o seu frio

Não abraçarei mais o seu medo

Desistirei do seu amor

E vou viver sorrindo para a sua imagem

Que reflete na minha alma.

Natália Alves

Comunidade do blog no ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=52932065

Janeiro 28, 2009 Publicado por Natália Alves | POESIAS | , , , , , , | Sem comentários ainda

SOLIDÃO

Por que existe a solidão?

Será que ela realmente existe?

Todos os dias sinto que estou só

Parece que minha única amiga é a solidão

Solidão que me deixa triste

Que me faz chorar

Que me mostra um lado da vida, no qual, não queria estar.

Por que estou só?

Talvez não estou só

Ou talvez nunca tentei soltar a mão da solidão

Talvez com medo de perder minha única amiga

Ou medo de me sentir alguém

Sempre senti que sou um nada nesse mundo

Até agora não consegui perceber qual a minha importância

Mas pelo menos sei que faço companhia para a solidão

Pelo menos para ela eu tenho importância

Ainda tento buscar repostas para a minha vida

Acho que não procuro direito.

Por que não vejo ninguém ao meu lado?

Talvez as pessoas estão ao meu lado e eu que exijo demais delas

Mas a solidão, ela sim….exige bastante de mim.

Se eu for embora a solidão vai ficar tão triste…

Sinto pena dela.

Ela não sabe que ela mesma é razão de sua tristeza

E a razão da minha tristeza.

Às vezes tenho vontade de sumir do mundo

Ir para algum lugar bem longe, bem distante de todos

E levar comigo apenas a minha amiga

A companhia dela me faz refletir sobre eu mesma

Mas o problema é que quando penso no que sou

Eu percebo que sou o motivo de ter a solidão como amiga.

Longe de eu desprezar minha melhor amiga

Se não fosse ela eu não reconheceria meus erros

Mas será que realmente preciso conviver com ela por toda minha vida?

Não sei as respostas para nenhuma dessas perguntas que fiz

Talvez a solidão saiba as respostas,

Mas nunca irá me contar,

Pois ela não gosta de se sentir só.

Natália Alves

Outubro 19, 2008 Publicado por Natália Alves | POESIAS | , , , , | 2 Comentários

MEDO CONSTANTE

Data: 18/02/08

Por: Natália Alves

Já foi o tempo em que se podia usar o celular ou guardar o dinheiro na carteira sem ficar com medo de ser assaltado dentro de um ônibus. Primeiro começaram os assaltos com armas de fogo dentro das lotações. Quem não se lembra do “Ônibus 174”? Mas agora, além de ser assaltado dentro do ônibus, uma mão vinda do lado de fora faz o serviço. É caro leitor, a situação está tão complicada que nem se pode mais sentar na cadeira da janela sem sentir medo.

Em uma sexta-feira eu voltava de ônibus para casa, em pleno horário do “rush”, e levei um susto quando a moça sentada ao meu lado deu um grito e jogou seu corpo para o meu lado. Ela tremia muito e eu fiquei assustada. Depois ela conseguiu, ainda muito nervosa, me dizer que um homem passou ao lado do ônibus e colocou a mão para dentro do ônibus, pela janela, tentando pegar o celular dela, mas não conseguiu. Foi então que me lembrei de outro dia.

Faz um tempo, eu ia descendo do ônibus quando um rapaz, que estava à minha frente, fez uma “queda de braço” com uma passageira tentando roubar o celular dela. Desta vez o bandido levou a melhor e saiu do ônibus carregando o celular, tranqüilamente, como se nada tivesse acontecido.

Me pergunto quantas vezes mais estas cenas se repetirão? Não consigo mais andar de ônibus sem ter medo e muito menos andar na rua. A criminalidade já chegou ao seu extremo e só uma palavra descreve esta situação: impunidade.

Crimes como estes são rotinas em grades cidades como, por exemplo, o Rio de Janeiro, e são apenas uma parte de uma rede de violência que assola as grandes cidades. Quantas vezes, você leitor, já viu o repórter, do telejornal que você assiste, anunciar uma morte por bala perdida? É esta a vida que merecemos ter? É este o Brasil que os eleitores votaram?

Enfim, está mais do que na hora dos governantes tomarem decisões que realmente terão soluções cabíveis e definitivas. Antes de mandar policiais subirem morros é necessário primar pela educação da população e dos policiais não esquecendo o baixo salário destes homens que arriscam suas vidas. Se houvesse menos roubo, quer dizer, corrupção já seria um ponto inicial, pois é preciso dar o exemplo.

Setembro 2, 2008 Publicado por Natália Alves | OPINIÃO | , , , , | Sem comentários ainda