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INFORMAÇÃO E CULTURA

DUAS CULTURAS E UM OBJETIVO

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Resenha do filme Botas de Aço (Steel Toes) - drama – David Gow e Mark Adam


Por: Natália Alves


Um jovem (Mike) está em uma rua deserta com sua namorada e seus amigos. No momento em que ele se diverte com a moça, um trabalhador sai da porta dos fundos de um estabelecimento e joga fora a água que estava dentro de uma bacia. O jovem e a namorada se assustam e ele começa a bater, descontroladamente, no homem, que implora desculpas.

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Mike Downey (Andrew Walker) é um skinhead neonazista e vai a julgamento pela acusação de crime racial, pois o homem que ele espancou era um imigrante indiano. O tribunal designa Danny Dunkleman (David Strathairn) para representar Mike, mas esta não seria uma defesa fácil, pois o imigrante morre no hospital e Danny é judeu.

É uma grande ironia um neonazista ser defendido no júri por um judeu liberal e, mais ainda, por Mike ter a consciência de que sua vida depende de Danny. Já na metade do filme, o advogado se torna uma pessoa respeitada por Mike, alguém em quem ele pode confiar e se apoiar em momentos difíceis, o que contraria seus ideais nazistas, pois Danny é judeu.

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O filme retrata duas crises internas, a do advogado judeu que aceita defender um jovem neonazista que matou por motivos raciais e este jovem que tem sua vida nas mãos de um judeu, raça na qual ele abomina. É um grande choque de culturas e uma forma de mostrar o quanto a sociedade é preconceituosa, o quanto ainda é preciso mudar e que é possível fazer as mudanças. Recomendo, sem dúvida, este filme.

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Dezembro 21, 2008 Publicado por Natália Alves | RESENHAS - filmes | , , , , , , , , , | Sem comentários ainda

OBESIDADE – PARTE 1

Data: 28/05/08

A Doença dos Tempos Modernos

Por: Natália Alves

Doces, salgadinhos, sanduíches, pizzas e refrigerantes são exemplos de uma má alimentação que já se tornou hábito e, às vezes, chega a substituir o almoço e o jantar. Esta má nutrição, juntamente com fatores como, por exemplo, descontrole emocional e o sedentarismo, gera uma doença que esta crescendo mundialmente, a obesidade.

Apesar de este tema estar chamando a atenção recentemente não é um problema atual. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40,6 %, ou seja, 38,8 milhões de pessoas estão com excesso de peso em uma avaliação realizada com 95,5 milhões, de 20 anos ou mais de idade.

A obesidade é o excesso de gordura no corpo. A massa de gordura considerada normal em um indivíduo é de 20% de seu peso e 80% de massa magra (músculos, água muscular, ossos e órgãos). O acúmulo de gordura corporal ocorre quando a ingestão de calorias do indivíduo é maior do que a queima.

São diversos os fatores que acarretam a doença. Um deles é o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) que é a ingestão de alimentos, de forma excessiva, por certo período de tempo. Após este distúrbio alimentar a pessoa sente angústia e culpa. O estresse e a solidão são uns dos vilões deste transtorno.

Através de uma entrevista por MSN a estudante de Turismo, Ana Cláudia Garqui, de 19 anos, falou sobre os problemas que enfrenta devido à obesidade e como tenta ajudar as pessoas que passam pelas mesmas situações.

Segue a entrevista:

NNoticia: Você se considera obesa?

Ana: Sim. Na verdade é mais do que um considerar, tenho certeza. Meu *IMC passou de 40, o que já aponta a obesidade mórbida.

*Índice de Massa Corporal

NNoticia: Com que idade você percebeu que estava acima do peso?

Ana: Eu sempre fui “fofinha” desde criança, mas aos 12 anos eu fiquei doente. Foi diagnosticado um tipo de reumatismo, e com isso, eu precisei tomar um remédio que além de abrir o apetite da pessoa, incha e engorda. Dos meus 12 anos para cá minha vida em relação à estética mudou drasticamente. Engordei muito devido a isso, mas agora a doença já está controlada. Porém eu continuo gorda, pois desenvolvi, junto com o ganho de peso, o pensamento de gordo.

NNoticia: O que seria “pensamento de gordo”?

Ana: Por exemplo: comer por gula. Às vezes nem se está com fome, mas por saber que tal comida é gostosa você come por prazer. A ansiedade e decepções são todas descontadas na comida. Você tenta emagrecer, mas sempre ficam aqueles pensamentos: “é gostoso”, “só hoje não vai fazer mal”. Então, não adianta querer emagrecer e não mudar a maneira de pensar também.

NNoticia: Depois que você fez o tratamento para o reumatismo chegou a buscar algum tratamento para emagrecer?

Ana: Sim, diversos deles. Tentei várias dietas milagrosas. Fui ao endócrino e psicólogo, mas eu não tive vontade de continuar. Fui me afundando e me fechando para as possibilidades cada vez mais. Coloquei na cabeça, uma época, que gostaria de operar o estômago, mas a minha mãe não aceita por ser uma cirurgia de risco.

NNoticia: O que te fez buscar todos estes tratamentos? Saúde ou Estética?

Ana: Sinceramente? Estética. Odeio ser gorda. Me privo de sonhos por ser assim. Não vivo como gostaria por ser gorda. Passo preconceitos. Me olho no espelho e sinto vontade de chorar. Não gostaria de me ver dessa maneira nunca mais. Eu queria ser uma pessoa “normal” dentro da sociedade porque, para a maioria, ser normal é ser magro. É o famoso padrão de beleza. Me prejudica muito, e não só eu, digo no geral. É difícil para ser aceito na sociedade do jeito que você é. Arrumar emprego, amigos, namorados, tudo é mais difícil. E, conseqüentemente, tratando da estética a saúde vem junta.

NNoticia: Mas você tem uma comunidade, “As gordinhas são as melhores”, que passa a idéia de que você se aceita como é. Já que você disse que não gosta de ser gorda por que criou esta comunidade?

Ana: O intuito da comunidade era reunir pessoas que se sentem como eu para uma animar a outra. Fazer amigos, se descontrair, dar risada, quem sabe, até formar casais. Um tempo atrás, antes de completar meus 18 anos, não estava nem aí por ser gorda, eu me sentia bem assim e era feliz. Mas fui mudando de idéia a partir do momento em que precisei sair do “colo” da minha mãe. Ir atrás de um emprego e ir para faculdade. Eu vi que a sociedade nos cobra isso. Se não mudarmos nós nos prejudicaremos porque “eles” são a maioria, então se não entrarmos no perfil “deles” não conseguiremos nada. Sempre existem suas exceções, gordinhos que se dão bem na vida. Mas prefiro não arriscar para saber se seria uma delas.

NNoticia: Você acredita que já perdeu oportunidade de emprego por ser gorda?

Ana: Posso ter perdido sim, mas nenhuma tive a certeza. Mas concorrer com magras é difícil. Elas sempre se mostram “mais dispostas”, então, conseqüentemente, são as escolhidas.

NNoticia: Tem algum problema de saúde ocasionado pela obesidade?

Ana: Por enquanto, não tive nenhum problema grave por causa da obesidade. Uma vez ou outra sinto muita falta de ar para dormir, mas não é sempre. E, ás vezes, sinto dor nas costas.

NNoticia: Já que você se incomoda com sua estética e tem alguns problemas de saúde, o que falta para conseguir emagrecer?

Ana: Força de vontade e motivação. Para quem está fora é fácil julgar e falar “Você está assim porque você quer”, “Você não tem vergonha na cara”. Mas não é fácil. Eu tento achar motivação em algo, mas sempre fracasso. Auto-estima nenhuma. Sinto desejo de mudar, mas a maldita força de vontade não vem.

NNoticia: Em sua comunidade você tem contato com outras pessoas que têm obesidade. Você tem idéia de quais são as maiores dificuldades, em comum, que elas enfrentam?

Ana: A maioria das queixas é no campo amoroso. Sempre da errado.

NNoticia: No caso dos homens, eles têm as mesmas dificuldades que as mulheres?

Ana: Lá não tem muitos gordinhos, mas nunca vi, os poucos que participam da comunidade, postarem algo reclamando sobre essa dificuldade.

NNoticia: O que você diria para as pessoas que sofrem preconceitos por parte da sociedade e por si mesmos?

Ana: Que ou se aceitam como são e se gostem assim e enfrentam os problemas e preconceitos ou que mudem enquanto há tempo.

Comunidade no Orkut criada por Ana Cláudia:

As gordinhas são as melhores: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=258043

Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , , , | 1 Comentário

OS DIFERENTES

Data: 24/04/08

Por: Natália Alves

O país da multiplicidade, aquele que agrega diversas nacionalidades e etnias, pode ser preconceituoso? Esta dúvida chega ao fim ao sentir “na pele” o peso de palavras ofensivas ou, até mesmo, a violência física.

É na escola que se observa as primeiras manifestações preconceituosas. Um apelido ofensivo, uma brincadeira de mau gosto e casos extremos como, briga corporal. São diversos os motivos: cor da pele, estatura fora do padrão estético, homossexualismo, entre outros. Por que o ser humano não consegue assimilar o que é diferente de si? A aparência já se tornou tão vital para o convívio na sociedade que algumas pessoas não conseguem aceitar o que estiver em desacordo com o ambiente.

O preconceito mais ignorante é o racial. Julgar pela cor da pela é o mesmo que ignorar a ciência e a natureza. Seja branco ou negro são, antes de tudo, seres humanos nascidos em um mesmo local, Terra, e com as mesmas capacidades físicas e intelectuais à disposição para serem aperfeiçoadas. Se uma pessoa não é digna de ser respeitada por ser gorda, magra, feia, branca ou negra, então ninguém merece respeito, pois todos têm defeitos perante aos olhos de outros.

Portanto, há sim preconceito no Brasil e no mundo. Mas não basta apenas reconhecer sua existência, pois enquanto alguns pensam sobre o que fazer a respeito, outros estão agredindo e humilhando. É necessário que se tomem atitudes começando pela educação. Enquanto professores e diretores de escolas continuarem achando que humilhação é brincadeira de criança o preconceito só irá aumentar.

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | OPINIÃO | , , , , , | Sem comentários ainda