NNOTICIA

INFORMAÇÃO E CULTURA

PESADELO?

Este blog é melhor visualizado no Mozilla Firefox e Google Crome. No Internet Explorer apresenta vários erros.

Resenha da série Nightmares and Dreamscapes – uma temporada


Por: Natália Alves


Nightmares and Dreamscapes é uma série formada por oito episódios baseados em curtas histórias, de terror e suspense, do escritor Stephen King. Cada episódio conta uma nova história, ou seja, são independentes, não há uma ligação entre eles.

Apesar do nome da série sugerir que o espectador poderá ter pesadelos e trazer a expectativa de boas histórias de terror, infelizmente não consegui ter um pesadelo sequer. Além das histórias não serem muito interessantes, a produção da série deixa a desejar. Não tem nada de assustador ou original e mesmo tendo bons atores atuando as interpretações são fracas.

nm_1 Logo no primeiro episódio já se pode ter uma idéia de como será a série. Em Battleground, Jason Renshaw (William Hurt), um assassino profissional, mata o dono de uma empresa de brinquedos. Após já estar em conforto em seu luxuoso apartamento recebe uma caixa de brinquedos da companhia do homem que ele matou. Não é preciso dizer o que ocorre depois porque já é tão banal que você, leitor, já pode imaginar. E assim são todos os outros episódios, sem muito suspense e para conseguir achar o terror é preciso se concentrar bastante.

Vale a pena comentar o terceiro episódio, Umney’s Last Case, pois a idéia é bem interessante e o protagonista é, nada mais nada menos que, William H. Macy. Um famoso escritor, Sam Landry (H. Macy), perde o filho em um acidente na piscina de sua casa e começa a ter problemas de aceitação do fato e a repensar em sua vida. Umney (H. Macy) é o, destemido e conquistador, detetive das histórias de Sam. Landry acredita que a vida de Umney é tudo o que ele quis e resolve trocar de lugar com o personagem de suas histórias policiais. Mas apesar de os dois personagens principais serem interpretados por Macy, que é um brilhante ator, e a história ser interessante, o episódio se torna maçante para o espectador.

nm_2

Portanto, não recomendo esta séria para quem gosta de um bom suspense e de levar uns sustos. Também não é recomendável para quem gosta de série que tenha roteiro de continuação, ou seja, os episódios ligados em uma mesma história, pois em Nightmares and Dreamscapes cada episódio é uma nova história.

Sugestão de local para baixar a série: http://www.islifecorp.com.br/forum/portal.php

Novembro 30, 2008 Publicado por Natália Alves | RESENHAS - séries | , , , , , , , , , | Sem comentários ainda

O PACTO: UMA HISTÓRIA DE AMOR

Resenha do livro O Pacto: uma história de amor (ficção) – Jodi Picoult – Editora Planeta do Brasil – 2007

Data: 14/08/07

Um Amor Transcendente

Por: Natália Alves

Quando duas pessoas estão em um local deserto e uma delas morre com um tiro na cabeça, quem é o culpado? Esta dúvida é levada até o fim deste romance e em torno dela giram questões sobre o amor, a família, a confiança e a amizade. Este best-seller foi escrito por Jodi Picoult, que é a autora de 14 livros e entre os prêmios que recebeu está o New England Book Award de ficção em 2003.

As famílias Gold e Harte são vizinhas e grandes amigas. Gus Harte e Melanie Gold criaram um vínculo de amizade e confiança desde o momento em que se conheceram. Os dois casais sempre se reuniam no mesmo restaurante e parecia que nada poderia acabar com a união das famílias.

Cris Harte e Emily Gold tiveram o primeiro contato no berço do hospital, parecia que suas vidas estavam entrelaçadas pelo destino. Na infância os dois eram inseparáveis, brincavam juntos, faziam travessuras juntos e cresciam juntos. Com o passar do tempo a visão que cada um tinha do outro começou a mudar conforme as mudanças do corpo e da mente, ou seja, não se viam mais apenas como crianças e nem amigos.

O desejo das famílias foi realizado e as duas crianças tornaram-se jovens bonitos, inteligentes e apaixonados um pelo outro. O amor que Cris sente por Emily é diferente do que é visto nas novelas e vivenciado pelos adolescentes, é um sentimento de unidade. Os dois eram cúmplices em tudo que faziam, menos no que pensavam e sentiam, era o casal perfeito e invejado. Cris respirava Emily Gold, ele seria capaz de tudo pelo seu grande amor e foi assim que surgiu o pacto de suicídio. “… Cris se machucava e Emily chorava ou vice-versa, ela caía da bicicleta e ele chorava. O pediatra chamou de “dor solidária” e disse que depois passaria. Mas não passou” (página 379 – 5º parágrafo).

Emily Gold estava morta e Cris Harte desmaiado com uma ferida na cabeça, mas vivo. Toda a amizade e cumplicidade que existiam entre as famílias foram enterradas no túmulo de Emily e desde então o que mais importava era salvar a vida do sobrevivente, mas para Melanie Gold o essencial era colocar na cadeia Cris Harte pela morte de sua “menininha”, mas o que ela não conseguia, ou não queria, ver é que ela tinha sua parcela de culpa na morte da filha, quem acreditava conhecer.

Através de uma linguagem simples a história se revela triste e envolvente fazendo o leitor chorar, revoltar-se e vibrar com cada parágrafo lido. Um amor transcendente e uma vida colocada nas mãos do outro nos faz refletir sobre as responsabilidades que transferimos para o outro e o amor que nos esquecemos de transferir para nós mesmos, “Se você gosta tanto de alguém, não coloca esse peso nas costas dessa pessoa pelo resto da vida” (página 391 – 4º parágrafo)

Devido à troca de página para categoria os comentários da página Resenhas – livros foram apagados junto com a página, mas os copiei e colei aqui:

1 - Natália,
Achei maravilhosa a resenha sobre o livro “O Pacto”, principalmente, na parte que diz em relação à responsabilidade que as pessoas colocam nos outros e se esquecem do amor próprio e acabam destruindo o verdadeiro e grande amor de suas vidas.
Abraço,
Rita

Comentário de Rita

Setembro 1, 2008 Publicado por Natália Alves | RESENHAS - livros | , , , | Sem comentários ainda