NNOTICIA

INFORMAÇÃO E CULTURA

DEPRESSÃO – PARTE 1

Data: 14/08/08

DESÂNIMO PARA VIVER

Por: Natália Alves

Falta de interesse pela vida, desânimo constante e uma tristeza profunda, estes são uns dos sintomas da depressão. Muitas pessoas acreditam que depressão é apenas uma tristeza passageira ou mesmo uma bobeira, mas com a evolução da medicina já se sabe que depressão não é brincadeira, deve ser tratada e pode ocorrer em crianças, adultos e idosos.

A depressão, atualmente, já é tratada como doença e pode acarretar tanto problemas físicos quanto psicológicos. Segundo o site ABC da Saúde, as mulheres têm tendência duas vezes maior que os homens em obter a doença. Basicamente, depressão é uma doença que afeta o estado de humor devido o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do humor.

Pode causar vários transtornos à vida da pessoa e não existe um único sintoma ou motivo. Os motivos podem ser variados dependo da vida de cada um. Os sintomas podem variar entre psicológicos como, por exemplo, perda de energia; falta de concentração; mudanças no apetite e no sono; pessimismo; tristeza; ou físicos como, por exemplo, impotência sexual, tendência a infecções viróticas ou bacterianas e se a pessoa antes de ter depressão já obtém alguma doença pode haver o agravamento desta.

Uma forma de entender melhor a depressão e suas conseqüências é saber o que uma pessoa depressiva sente e como a doença lhe afeta no convívio social. Lu  (a entrevistada não quis ser identificada), 28 anos, estudante de Letras, tem depressão e contou sua experiência de vida com a doença ao blog Nnoticia.

Segue a entrevista:

NNoticia: Você considera depressão uma doença?

Lu: Apesar de ser considerada uma doença pela maioria dos psicólogos, psiquiatras e psicoterapeutas, eu considero a depressão como um estado de humor relacionado a uma tristeza muito profunda, que não tem, necessariamente, uma razão de ser. E tratá-la com remédios é uma forma de amenizar os sintomas, trazendo outros efeitos colaterais que considero piores que a própria depressão.

NNoticia: Como você chegou a conclusão de que tem depressão?

Lu: Através do diagnóstico de alguns psiquiatras e psicoterapeutas. Não há um consenso quanto à depressão somente, pois ela é alternada com episódios curtos de mania, o que me classificaria como bipolar, hipomaníaca ou psicótica maníaco-depressiva.

NNoticia: Chegou a fazer tratamento? Se sim, ainda faz? Como foi, ou é, o seu tratamento?

Lu: Cheguei a fazer tratamento com terapia e medicamentos por dois anos. A terapia foi, até certo ponto, muito positiva. Quanto aos medicamentos, não me adaptei a nenhum deles. Como o meu quadro de depressão é alternado com episódios de mania, era necessário alternar antidepressivos com ansiolíticos. Cada um deles causou um efeito colateral distinto. Por isso, hoje não faço mais tratamentos tradicionais. Faço yoga, meditação e shiatsu, eventualmente.

NNoticia: Quais foram os primeiros sintomas que chamaram sua

atenção?

Lu: Desde muito pequena sentia tristezas profundas e na adolescência comecei com episódios de cutting.

NNoticia: O que é “episódios de cutting”?

Lu: Cutting é uma forma de automutilação com objetos cortantes, em momentos de crise extrema.

NNoticia: Já tentou entender o por que você tem depressão? Há um motivo ou seria uma somatização de problemas?

Lu: Acredito que a depressão não seja causada por um único fator, mas também não acredito que seja possível “colocar a culpa” em problemas e traumas de infância, por exemplo. Cada pessoa tem experiências de vida distintas e todas passam por traumas, choques ou pequenos sofrimentos que juntos podem acarretar mudanças no humor e no comportamento em longo prazo. Mas não acredito que seja possível detectar, em cada pessoa, os motivos para isso. Também não acredito que seja somente um desequilíbrio químico, como alguns crêem.

NNoticia: Como você lida com a depressão no seu dia-a-dia? Chega a atrapalhar sua vida pessoal e profissional?

Lu: A depressão já me atrapalhou muito, em muitos aspectos. Hoje considero que aprendi a conviver com ela e usá-la a meu favor. É nos momentos de maior depressão que minha criatividade fica mais aguçada.


NNoticia: O que você diria para as pessoas que passam pelo mesmo problema que o seu?

Lu: Cada pessoa deve buscar, antes de mais nada, conhecimento sobre o assunto, sempre filtrando as informações, pois há muito mito sobre a depressão. E buscar o tratamento que achar adequado.


Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , | Sem comentários ainda

OBESIDADE– PARTE 2

Data: 04/06/08

ALIMENTAÇÃO E SAÚDE

Por: Natália Alves

A obesidade, geralmente, se manifesta de forma diferente na mulher e no homem. A forma típica feminina é conhecida como “pêra” pelo fato da gordura se concentrar nos quadris e nos seios. Já a obesidade masculina é conhecida como “maça” por haver maior concentração da gordura no rosto, na barriga e no tronco. A “maça” é o tipo mais perigoso, pois pode gerar diabetes, doenças do coração, nos vasos sanguíneos e apnéia do sono.

Mulheres obesas que desejam engravidar devem tomar cuidados e, de preferência, emagrecer antes de engravidar, pois a obesidade traz riscos tanto para mãe quanto para o bebê. Segundo uma pesquisa realizada pela Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, grávidas obesas correm riscos maiores de ter complicações no parto e de ter a necessidade de fazer cesariana. A pesquisa avaliou a primeira gravidez de 600 mães e o resultado foi que o trabalho de parto das mães obesas dura, em média, 30% a mais. Uma mãe obesa pode vir, também, a sofrer de diabetes gestacional.

Uma das formas para emagrecer é ter uma alimentação saudável. Uma boa alimentação não serve apenas para isto, mas traz benefícios como, por exemplo, melhor funcionamento do intestino e mais disposição. O peixe é uma opção para quem precisa emagrecer ou para quem quer manter o peso. É um alimento rico em proteínas, gorduras poliinsaturadas, vitaminas A, D e do complexo B e minerais. Uma das gorduras poliinsaturadas encontrada no peixe é o ômega 3. Ele ajuda na prevenção de doenças cardiovasculares e na redução de gorduras que se alojam nas artérias obstruindo a passagem do sangue, as triglicérides.

Seguem exemplos de peixes magros: Cação (129 cal/100g), Badejo (131 cal/100g), Dourado (88 cal/100g) e Pescada (111 cal/100g). Mas nem todos os peixes são de baixa caloria, existem alguns conhecidos como gordos como, por exemplo, a Anchova e o Atum. Antes de comprar o peixe é bom certificar-se de que não está exposto por muitas horas, pois estraga com muita rapidez. Lembrando, também, que a carne do peixe pode absorver a contaminação das águas, então é recomendável comprar em locais com boa reputação.

Para continuar com o assunto na área alimentar a nutricionista Aline Petter Schneider, através de uma entrevista por e-mail, esclareceu dúvidas comuns sobre alimentos, falou sobre a obesidade e deu dicas para quem precisa emagrecer. Aline Petter é formada em nutrição pelo Centro Universitário Metodista IPA, Mestrado pela UFRGS e Doutorado pela PUCRS. Exerce a profissão há dez anos e trabalha no Instituto de Pesquisas, Ensino e Gestão em Saúde – IPGS (www.ipgs.com.br).

Segue a entrevista:

NNoticia: Como se diagnostica a obesidade?

Aline Petter: Através da avaliação nutricional. O critério mais utilizado, por ser bastante simples, é o índice de massa corporal, obtido pela equação peso dividido pela altura ao quadrado. Indivíduos com IMC acima de 25 são classificados com excesso de peso.

NNoticia: Como saber o peso ideal? Realmente existe um peso ideal para cada pessoa?

Aline Petter: Existem algumas fórmulas para estimar o peso ideal. No entanto, o tipo físico, composição corporal e estrutura óssea podem influenciar nesta definição. Este “peso ideal” tem que ser definido entre paciente e profissional.

NNoticia: Por que estar acima do peso é ruim?

Aline Petter: O excesso de peso está entre os principais fatores de risco para o desencadeamento de doenças crônicas, tais como, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e câncer.

NNoticia: Qual é o primeiro passo a tomar para quem está acima do peso?

Aline Petter: Buscar a ajuda de um nutricionista, preferencialmente, que atue em equipe multiprofissional. Se o tratamento da obesidade fosse tão simples como seguir “dietas de revista” não existiriam tantos obesos. A obesidade é uma doença de causas multifatoriais e precisa de uma terapia muito particular para cada caso.

NNoticia: Como a alimentação pode ajudar a diminuir o peso e melhorar a saúde?

Aline Petter: A obesidade é o resultado de um balanço energético positivo, ou seja, há um consumo elevado de calorias, em relação ao gasto do organismo, salvo se o indivíduo apresentar alguma disfunção endócrina ou metabólica. Modificar hábitos alimentares, não significa, necessariamente, comer menos. Muitas vezes substituímos alimentos de alto teor energético por outros que representam o mesmo tamanho, com baixas calorias, ricos em fibras e altamente saudável.

NNoticia: É possível emagrecer ou manter o peso sem exercícios apenas controlando a alimentação?

Aline Petter: É possível, no entanto, não é o método mais adequado. Durante o tratamento dietético para emagrecer, geralmente se perde também músculos. A atividade física, além de contribuir para diminuição do percentual de gordura do corpo, ajuda a preservar a massa magra (músculos) que são importantes para manter um bom funcionamento do metabolismo.

NNoticia: Qual é a maior preocupação das pessoas quando vão procurar um nutricionista, saúde ou aparência?

Aline Petter: Infelizmente, a aparência.

NNoticia: Existem diversos fatores que podem levar à obesidade, por exemplo, doenças como diabetes ou descontrole comportamental devido ao estresse. Gostaria que você citasse as causas mais comuns.


Aline Petter: As causas que podem levar à obesidade são inúmeras. As mais reconhecidas são as questões psicológicas (o alimento como refúgio muitas vezes), o estresse do quotidiano, a falta de tempo para preparar alimentos saudáveis.

NNoticia: Quando a causa da obesidade é devido a questões psicológicas como é feito o tratamento?

Aline Petter: Requer o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar que inclui um psicólogo ou psiquiatra.

NNoticia: A má alimentação pode ocasionar a prisão de ventre, problema enfrentado por muitas mulheres. Quais são os alimentos indicados para acabar com a prisão de ventre?

Aline Petter: Deve-se dar prioridade a alimentos ricos em fibras, tais como: cereais e farelos integrais, feijões, frutas e vegetais acompanhado de muita água.

NNoticia: É comum ouvir as pessoas falarem que não se pode comer tal alimento que engorda ou fazer isso e aquilo que engorda. Gostaria de confirmar se realmente muito do que dizem é correto:

a) Pílula anticoncepcional engorda?

Aline Petter: Pode acontecer retenção hídrica dependendo da tolerância e do hormônio utilizado. Aumento do tecido adiposo é menos comum, mas sabe-se que pode acontecer.

b) Comer assistindo televisão atrapalha a digestão?

Aline Petter: Não é pelo fato de assistir televisão enquanto se come, mas pelo fato de se perder a noção do quanto se come.

c) Dormir após a refeição engorda?

Aline Petter: O que engorda é ingerir mais calorias do que se gasta. Tem pessoas que dormem sempre depois do almoço e são magras. É importante dar ao menos 30 minutos após a refeição, principalmente, almoço e jantar, pois podem acontecer problemas de má digestão (azia e refluxo, por exemplo)

d) Chocolate é, realmente, um grande vilão para quem precisa emagrecer?

Aline Petter: Não necessariamente. Chocolates com maior teor de cacau são, inclusive, auxiliares no processo de emagrecimento.

e) A carne branca é a mais indicada para ter uma alimentação magra?

Aline Petter: Não. Há cortes de carne vermelha que também são magros.

f) Os alimentos e bebidas light e diet não engordam?

Aline Petter: Podem engordar até mais. A legislação sobre isso é bastante ampla e abre margens para muitos problemas de interpretação.

NNoticia: Cite um exemplo de uma refeição saudável para o almoço e o jantar?

Aline Petter: Um almoço saudável deve incluir: cereal integral, feijão, carne magra, vegetais e fruta. Já para o jantar pode-se usar o mesmo modelo do almoço, ou dependendo do caso, adaptar para um esquema de lanche, com um sanduíche nutritivo e um suco natural. As quantidades devem ser ajustadas de acordo com o gasto energético de cada indivíduo.

Contato: e-mail da doutora Aline Petter Schneider: aline@ipgs.com.br

Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , | Sem comentários ainda

OBESIDADE – PARTE 1

Data: 28/05/08

A Doença dos Tempos Modernos

Por: Natália Alves

Doces, salgadinhos, sanduíches, pizzas e refrigerantes são exemplos de uma má alimentação que já se tornou hábito e, às vezes, chega a substituir o almoço e o jantar. Esta má nutrição, juntamente com fatores como, por exemplo, descontrole emocional e o sedentarismo, gera uma doença que esta crescendo mundialmente, a obesidade.

Apesar de este tema estar chamando a atenção recentemente não é um problema atual. Segundo a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 40,6 %, ou seja, 38,8 milhões de pessoas estão com excesso de peso em uma avaliação realizada com 95,5 milhões, de 20 anos ou mais de idade.

A obesidade é o excesso de gordura no corpo. A massa de gordura considerada normal em um indivíduo é de 20% de seu peso e 80% de massa magra (músculos, água muscular, ossos e órgãos). O acúmulo de gordura corporal ocorre quando a ingestão de calorias do indivíduo é maior do que a queima.

São diversos os fatores que acarretam a doença. Um deles é o Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica (TCAP) que é a ingestão de alimentos, de forma excessiva, por certo período de tempo. Após este distúrbio alimentar a pessoa sente angústia e culpa. O estresse e a solidão são uns dos vilões deste transtorno.

Através de uma entrevista por MSN a estudante de Turismo, Ana Cláudia Garqui, de 19 anos, falou sobre os problemas que enfrenta devido à obesidade e como tenta ajudar as pessoas que passam pelas mesmas situações.

Segue a entrevista:

NNoticia: Você se considera obesa?

Ana: Sim. Na verdade é mais do que um considerar, tenho certeza. Meu *IMC passou de 40, o que já aponta a obesidade mórbida.

*Índice de Massa Corporal

NNoticia: Com que idade você percebeu que estava acima do peso?

Ana: Eu sempre fui “fofinha” desde criança, mas aos 12 anos eu fiquei doente. Foi diagnosticado um tipo de reumatismo, e com isso, eu precisei tomar um remédio que além de abrir o apetite da pessoa, incha e engorda. Dos meus 12 anos para cá minha vida em relação à estética mudou drasticamente. Engordei muito devido a isso, mas agora a doença já está controlada. Porém eu continuo gorda, pois desenvolvi, junto com o ganho de peso, o pensamento de gordo.

NNoticia: O que seria “pensamento de gordo”?

Ana: Por exemplo: comer por gula. Às vezes nem se está com fome, mas por saber que tal comida é gostosa você come por prazer. A ansiedade e decepções são todas descontadas na comida. Você tenta emagrecer, mas sempre ficam aqueles pensamentos: “é gostoso”, “só hoje não vai fazer mal”. Então, não adianta querer emagrecer e não mudar a maneira de pensar também.

NNoticia: Depois que você fez o tratamento para o reumatismo chegou a buscar algum tratamento para emagrecer?

Ana: Sim, diversos deles. Tentei várias dietas milagrosas. Fui ao endócrino e psicólogo, mas eu não tive vontade de continuar. Fui me afundando e me fechando para as possibilidades cada vez mais. Coloquei na cabeça, uma época, que gostaria de operar o estômago, mas a minha mãe não aceita por ser uma cirurgia de risco.

NNoticia: O que te fez buscar todos estes tratamentos? Saúde ou Estética?

Ana: Sinceramente? Estética. Odeio ser gorda. Me privo de sonhos por ser assim. Não vivo como gostaria por ser gorda. Passo preconceitos. Me olho no espelho e sinto vontade de chorar. Não gostaria de me ver dessa maneira nunca mais. Eu queria ser uma pessoa “normal” dentro da sociedade porque, para a maioria, ser normal é ser magro. É o famoso padrão de beleza. Me prejudica muito, e não só eu, digo no geral. É difícil para ser aceito na sociedade do jeito que você é. Arrumar emprego, amigos, namorados, tudo é mais difícil. E, conseqüentemente, tratando da estética a saúde vem junta.

NNoticia: Mas você tem uma comunidade, “As gordinhas são as melhores”, que passa a idéia de que você se aceita como é. Já que você disse que não gosta de ser gorda por que criou esta comunidade?

Ana: O intuito da comunidade era reunir pessoas que se sentem como eu para uma animar a outra. Fazer amigos, se descontrair, dar risada, quem sabe, até formar casais. Um tempo atrás, antes de completar meus 18 anos, não estava nem aí por ser gorda, eu me sentia bem assim e era feliz. Mas fui mudando de idéia a partir do momento em que precisei sair do “colo” da minha mãe. Ir atrás de um emprego e ir para faculdade. Eu vi que a sociedade nos cobra isso. Se não mudarmos nós nos prejudicaremos porque “eles” são a maioria, então se não entrarmos no perfil “deles” não conseguiremos nada. Sempre existem suas exceções, gordinhos que se dão bem na vida. Mas prefiro não arriscar para saber se seria uma delas.

NNoticia: Você acredita que já perdeu oportunidade de emprego por ser gorda?

Ana: Posso ter perdido sim, mas nenhuma tive a certeza. Mas concorrer com magras é difícil. Elas sempre se mostram “mais dispostas”, então, conseqüentemente, são as escolhidas.

NNoticia: Tem algum problema de saúde ocasionado pela obesidade?

Ana: Por enquanto, não tive nenhum problema grave por causa da obesidade. Uma vez ou outra sinto muita falta de ar para dormir, mas não é sempre. E, ás vezes, sinto dor nas costas.

NNoticia: Já que você se incomoda com sua estética e tem alguns problemas de saúde, o que falta para conseguir emagrecer?

Ana: Força de vontade e motivação. Para quem está fora é fácil julgar e falar “Você está assim porque você quer”, “Você não tem vergonha na cara”. Mas não é fácil. Eu tento achar motivação em algo, mas sempre fracasso. Auto-estima nenhuma. Sinto desejo de mudar, mas a maldita força de vontade não vem.

NNoticia: Em sua comunidade você tem contato com outras pessoas que têm obesidade. Você tem idéia de quais são as maiores dificuldades, em comum, que elas enfrentam?

Ana: A maioria das queixas é no campo amoroso. Sempre da errado.

NNoticia: No caso dos homens, eles têm as mesmas dificuldades que as mulheres?

Ana: Lá não tem muitos gordinhos, mas nunca vi, os poucos que participam da comunidade, postarem algo reclamando sobre essa dificuldade.

NNoticia: O que você diria para as pessoas que sofrem preconceitos por parte da sociedade e por si mesmos?

Ana: Que ou se aceitam como são e se gostem assim e enfrentam os problemas e preconceitos ou que mudem enquanto há tempo.

Comunidade no Orkut criada por Ana Cláudia:

As gordinhas são as melhores: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=258043

Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , , , | 1 Comentário

COMPLEMENTOS PARA A SAÚDE

Data: 24/02/08

Por: Natália Alves

Métodos que podem auxiliar o tratamento de diversos tipos de doenças estão cada vez mais se tornando populares. Alguns deles são: Shiatsu, Acupuntura, Reike e Massoterapia. São conhecidos como Terapias Complementares e já fazem parte dos serviços de centros estéticos e de saúde como, por exemplo, SPA, academia e salão de beleza.

O profissional que aplica o shiatsu (pressão dos dedos) faz uso dos dedos e das palmas das mãos para aplicar pressão nos canais meridianos. Desta forma ele consegue atingir os pontos de energia do corpo do paciente equilibrando a energia vital (Ki) e proporcionando uma sensação de relaxamento. A acupuntura também trabalha com a energia do corpo, mas diferente do shiatsu faz uso de agulhas para atingir os canais meridianos.

O Reike (energia vital universal), como já diz o nome, também trabalha a energia do corpo através do uso das mãos sem nenhum aparelho. No Reike, durante o tratamento, o paciente fica deitado, em posição relaxante e com a coluna reta. No caso da massoterapia a energia do corpo é trabalhada através de técnicas de massagem corporal com a manipulação das mãos, ou de aparelhos, por todo o corpo estimulando uma sensação de relaxamento nos músculos, tendões e ligamentos. A massagem pode também exercer influência sobre os órgãos do paciente.

Estética e Benefícios

A repetição de algumas técnicas de massagem, em partes específicas do corpo, pode reduzir a gordura localizada e a celulite. Isto ocorre porque, com a massagem modeladora e o uso de cremes apropriados, as gorduras do corpo se espalham fazendo uma distribuição harmoniosa.

As Terapias Complementares são recomendadas para quem sente dores pelo corpo devido a lesões e passa por problemas de estresse. Elas também podem estimular o sistema imunológico e circulatório. Mas antes de utilizar qualquer uma dessas técnicas é necessário procurar um terapeuta ou conversar com seu médico para saber a técnica certa a ser utilizada.

Para conseguir bons resultados, tanto para a saúde quanto para a estética, é necessário que haja uma freqüência no tratamento em todas as técnicas citadas acima. E lembrando que são técnicas complementares, ou seja, não curam doenças apenas auxiliam tratamentos ou ajudam a diminuir efeitos colaterais.

Setembro 4, 2008 Publicado por Natália Alves | SAÚDE | , , , , , , | Sem comentários ainda